
Isorlanda tentou contatar a filha na manhã seguinte ao falecimento de Isabelle, mas não obteve retorno. Foi então que procurou João, namorado da jovem, e percebeu que havia sido bloqueada nas redes sociais. Ao ir até o condomínio onde Isabelle residia, Isorlanda foi informada pela síndica que a filha havia morrido na noite anterior, com o corpo já encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).
A investigação indicou que Isabelle vivia sob um controle excessivo exercido pelo companheiro. De acordo com o colunista do UOL, Carlos Madeiro, trechos do relatório de análise preliminar do celular de Isabelle revelaram mensagens de WhatsApp que demonstram uma “sequência progressiva de vigilância”. Essas informações fundamentaram o pedido de prisão do suspeito junto à Justiça.
A Polícia destacou que a estudante relatou sentir-se “ameaçada, manipulada, pressionada, sobrecarregada e presa”. Documentos acessados pelas autoridades indicam que Isabelle se sentia prejudicada pela conduta de João, afirmando que suas ações a adoeciam. O conteúdo recuperado do telefone permite concluir a possibilidade de violência psicológica na relação.
Um primo de Isabelle revelou que recebeu uma ligação da jovem uma semana antes da tragédia, durante a qual ela expressou não suportar mais a situação com João. Ao longo da conversa, Isabelle mencionou estar cansada do ciúme excessivo e das proibições de contato com familiares e amigos. O primo ainda relatou que pôde ouvir a voz de João ao fundo, ordenando que ela desligasse o telefone.
Essas circunstâncias levantam questões sobre o comportamento e a influência de João sobre Isabelle, contribuindo para a investigação em torno do caso.











