
O acidente na província de Toledo, na Espanha, resultou na colisão de dois trens de alta velocidade, deixando pelo menos 30 mortos e várias dezenas de feridos, segundo informações do governo regional. O incidente ocorreu nesta quarta-feira (28) e interrompeu o tráfego na linha ferroviária de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia.
Em um dos trens estavam 146 passageiros, incluindo um bebê, e no outro havia 397 passageiros. Esther Padilla, porta-voz do governo regional de Castilla-La Mancha, confirmou o número de vítimas. A Adif, responsável pela infra-estrutura ferroviária, informou que a colisão ocorreu devido a uma colisão traseira entre os dois trens.
Detalhes da colisão
Relatos de testemunhas, citados pelo jornal espanhol El País, indicam que dois vagões saíram dos trilhos e desceram um barranco. O acidente ocorreu pouco depois das 9h, horário local, entre as cidades de Los Yébenes e Urda. Equipes de emergência rapidamente foram acionadas ao local para auxiliar as vítimas.
Esse acidente marca o terceiro desastre ferroviário na Espanha em 2023. Em janeiro, dois trens de alta velocidade colidiram na província de Córdoba, resultando na morte de mais de 40 pessoas e desencadeando uma greve nacional por segurança na ferrovia. O sindicato dos maquinistas, Semaf, já havia expressado preocupações anteriormente sobre os efeitos das altas velocidades no desgaste das linhas.
Contexto de acidentes ferroviários
O acidente mais grave na história recente da Espanha ocorreu em 2013, quando uma colisão perto de Santiago de Compostela resultou na morte de 79 pessoas. A série de eventos infelizes que atingem o setor ferroviário levantou debates sobre a segurança e as condições de trabalho para os profissionais da área.
O presidente do país, Pedro Sánchez, manifestou suas condolências e informou que já havia discutido a situação com o ministro dos Transportes e outras autoridades locais. A necessidade de uma revisão das normas de segurança ferroviária agora se torna um tópico central no debate público a seguir.











