
Em artigo publicado nesta quinta-feira (10), a revista The Economist analisou a crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, descrevendo a corte como uma ameaça à democracia. A publicação menciona um escândalo de corrupção associado ao STF e destaca a disputa entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
A The Economist lembra que o STF responsabilizou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe e o condenou a 27 anos de prisão, mesmo diante de constantes ameaças, inclusive do então presidente dos EUA, Donald Trump. A revista menciona o aumento da tensão à medida que as eleições gerais se aproximam, enfatizando que defensores da democracia agora se tornaram vistos como uma ameaça.
O texto critica decisões do ministro Alexandre de Moraes, especialmente no que diz respeito à derrubada de perfis em redes sociais e seu papel no inquérito sobre Fake News, onde teria atuado simultaneamente como vítima, acusador e juiz. Além disso, a revista menciona ligações de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, evidenciadas em um relatório da Polícia Federal, e sua decisão de investigar André Mendonça, relator do caso do Banco Master.
A crise suprema também impactou a Polícia Federal, com tentativas de Mendonça de suspender o chefe da corporação, Andrei Rodrigues. Segundo a Economist, a Polícia Federal acusou Mendonça de interferir na coleta de provas, lembrando que ele já supervisionou em 2020 a elaboração de um dossiê sobre opositores do governo de Bolsonaro.
A conclusão da publicação é alarmante, apontando que a “disfunção no tribunal” fortalece aliados de Bolsonaro no Congresso e que erros processuais poderiam levar ao encerramento do caso sobre o Banco Master, beneficiando Moraes e outros políticos, inclusive Flávio Bolsonaro. A revista reafirma que a maior vítima dessa situação seria a democracia, enquanto a confiança no STF continua a se deteriorar.











