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Eleições

Renan Santos afirma que eleitores estão “anestesiados” em meio à crise do STF

Renan Santos, candidato à presidência pelo partido Missão, reiterou nesta sexta-feira (11) sua percepção de que o eleitor brasileiro está “anestesiado” em meio à crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante uma sabatina promovida pelo UOL em parceria com a Folha de S.Paulo, Santos expressou sua expectativa de que a crise no STF exerceria um impacto maior nas eleições, mas sugeriu que o número excessivo de informações e escândalos tem levado os eleitores a uma espécie de torpor.

O pré-candidato se referiu especificamente às investigações relacionadas ao filme “Dark Horse”, que aborda o ex-presidente Jair Bolsonaro e que, segundo ele, teria recebido financiamento de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro. Para Santos, essas investigações teriam mais implicações jurídicas do que políticas para Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL.

Nos últimos levantamentos de intenções de voto, Santos perdeu a terceira colocação para o pré-candidato do Avante, Augusto Cury. Contudo, ele acredita que o "cansaço" dos eleitores diante dos repetidos escândalos pode beneficiar sua trajetória eleitoral. “Esse cansaço me beneficia, porque já há um cansaço dos dois polos [Lula e Flávio] e o meu eleitor não está cansado, a tendência de ter um efeito multiplicador é maior”, afirmou.

Sobre os impactos dos escândalos no cenário político, Santos argumentou que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, é quem mais se prejudica com a situação em torno do STF. "Quem se prejudica mais com a crise do Supremo Tribunal e com a decisão na próxima terça-feira no plenário do STF, por enquanto, é o Lula. Vamos ver o que vai sair do Flávio e vamos ver como o eleitor reage diante disso", disse.

A próxima análise do plenário do STF ocorrerá na terça-feira (15) e abordará um relatório da Polícia Federal que expõe a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o empresário Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Durante a sabatina, Santos ainda rejeitou comparações entre ele e Flávio Bolsonaro, ao afirmar: “Não tenho característica nenhuma do Flávio Bolsonaro, eu não sou ladrão. O Flávio Bolsonaro é estúpido, fujão. Isso como categoria não me encaixa em algo assimilar a ele, Flávio Bolsonaro é um bandido da política."

Por fim, Santos descartou qualquer possibilidade de apoiar um dos dois principais adversários nas pesquisas caso não vá ao segundo turno. “Eu estarei no segundo turno, eu só trabalho com essa possibilidade. Eu jamais vou trabalhar com hipótese de me juntar a um desses dois grupos políticos, porque eles são corruptos”, concluiu.

As informações foram divulgadas inicialmente por Valor Globo.

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