
Após o fechamento do calendário de semeadura da soja em 2 de outubro, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) destaca a necessidade de regularização das áreas plantadas. O cadastramento obrigatório deve ser realizado até 15 dias após o plantio, com prazo final em 17 de janeiro de 2026, através do Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago).
Conforme a Instrução Normativa nº 06/2024, a medida visa fortalecer a vigilância fitossanitária no estado. Rafael Vieira, presidente em substituição da Agrodefesa, enfatiza a importância do cadastro para a competitividade do setor agrícola goiano: “O cadastro segue normas estaduais e diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, garantindo sanidade vegetal e prevenindo prejuízos econômicos”.
Monitoramento e fiscalização das lavouras
De acordo com Leonardo Macedo, gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, o registro das lavouras possibilita um mapeamento preciso das áreas produtivas. Com essas informações, a Agência pode implementar medidas mais eficazes no controle e na prevenção de pragas. “A ferrugem asiática, por exemplo, causa desfolha precoce e compromete o peso e a qualidade dos grãos, podendo inviabilizar a produção”, detalha.
Procedimento para cadastramento
O registro deve ser realizado exclusivamente online, através do Sidago. O produtor deve informar a área plantada, o tipo de cultivar, a data do plantio, a previsão de colheita e o CNPJ do fornecedor da semente, podendo também indicar se a semente é oriunda da própria propriedade. É necessário ainda informar se a lavoura é irrigada.
Após preencher os dados, o sistema gera um boleto para a taxa de cadastramento, cuja validação ocorre somente após a confirmação do pagamento. Produtores que não realizarem o registro dentro do prazo estarão sujeitos a sanções administrativas.
Na safra 2024/2025, Goiás atingiu um novo recorde na produção de soja, com 20,7 milhões de toneladas colhidas, um aumento de 23% em relação ao ciclo anterior. Com esse desempenho, o estado se consolidou na terceira posição entre os maiores produtores do Brasil, apresentando uma produtividade média de 4,2 toneladas por hectare, a mais alta do país.










