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Nacional

Governo arca com traslado do corpo de babá assassinada em Portugal

A repatriação do corpo de Lucinete Freitas, uma babá de 55 anos assassinada em Portugal, será custeada pelo governo do Ceará, após mais de 20 dias desde o seu falecimento. Chagas Vieira, chefe da Casa Civil do Ceará, afirmou: “isso é o mínimo para atenuar um pouco a imensa dor da família”. A informação foi confirmada por Teodoro Júnior, marido de Lucinete, que relatou dificuldades financeiras e a falta de apoio legal para o traslado do corpo.

Teodoro havia solicitado apoio à Defensoria Pública da União, mas não obteve resposta. A família aguarda novas informações sobre as próximas medidas a serem tomadas.

Contexto do Caso

Lucinete Freitas mudou-se para Portugal em busca de trabalho e foi encontrada morta em 18 de dezembro, após 13 dias desaparecida. A Polícia Judiciária localizou seu corpo coberto por objetos em uma área isolada em Amadora, na região metropolitana de Lisboa. Lucinete tinha desaparecido no dia 5 de dezembro.

Uma mulher de 43 anos, compatriota de Lucinete, foi presa sob suspeita de envolvimento no homicídio, cuja motivação ainda está sendo investigada. A Polícia Judiciária instaurou uma investigação após o desaparecimento, dada as circunstâncias que cercavam o caso.

Conforme relato do marido, Lucinete havia deixado o Brasil no dia 21 de abril para trabalhar como babá, tendo mantido contato frequente com a família até o último chamado, no dia 5 de dezembro, onde não aparentou anormalidade.

Autora do Crime

O Ministério Público de Portugal confirmou que Lucinete foi assassinada pela sua patroa. Segundo investigações, no dia de seu desaparecimento, a mulher a conduziu a um local ermo, onde a agrediu na cabeça com um bloco de cimento. A relação entre ambas era marcada por conflitos, segundo relatos.

Após o crime, a patroa ocultou o corpo e utilizou o telefone de Lucinete para enviar mensagens fingindo que a vítima estava em outra localidade. A suspeita, ainda não identificada, foi indiciada por homicídio qualificado, profanação de cadáver, posse de arma proibida e falsidade informática.

A investigação prossegue sob a supervisão do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar do Núcleo da Amadora, com suporte da Polícia Judiciária.

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