
Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, uma reunião recente aproximou dirigentes do PL, partido que tem Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência, e do Republicanos, liderado pelo senador Cleitinho Azevedo, que atualmente lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas Gerais.
O encontro, que contou com a participação de líderes do PL de Minas Gerais e do deputado federal Nikolas Ferreira, culminou em um acordo entre as duas legendas. Em uma reunião subsequente, Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha presidencial do PL, confirmaram a aliança.
Com essa união, o PL e o Republicanos se distanciam do atual governador Mateus Simões (PSD), que se prepara para a reeleição com o apoio de Romeu Zema (Novo).
A Aliança Entre PL e Republicanos
O acordo estabeleceu que o PL e o Republicanos concorrerão juntos nas eleições em Minas, embora a definição sobre as posições na chapa ainda esteja pendente. A maior incerteza gira em torno da possível candidatura de Cleitinho ao Palácio Tiradentes, uma decisão que ele ainda não tomou.
O deputado federal Zé Vitor frisou a importância da presença do PL na chapa, destacando a necessidade de clareza para os eleitores. Durante o pleito de 2022, ficou incerto qual candidato do PL contava com apoio de Jair Bolsonaro, o que gerou confusões entre os eleitores.
Vale ressaltar que a aliança no estado ocorreu pouco antes da divulgação de um áudio em que Flávio Bolsonaro discute valores monetários com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário da Master. Apesar disso, membros das duas legendas acreditam que a situação não irá impactar o cenário político.
Estratégias de Candidatura
Mateus Simões tem buscado a formação de uma aliança entre partidos de direita, mas sua posição favorável ao apoio de Zema ao Palácio do Planalto e a presença de outro presidenciável, Ronaldo Caiado, têm dificultado a aproximação com o PL. Adicionalmente, o vídeo recente em que Zema criticou Flávio em relação às conversas com Vorcaro complicou ainda mais a situação.
Se Cleitinho decidir não se candidatar ao governo, o PL considera duas alternativas: Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg, e Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim, ambos cogitados como candidatos a vice.
A Busca do PT por um Candidato
Por outro lado, conforme relatado pela Folha, o PT está em busca de um candidato ao governo de Minas, um dos principais colégios eleitorais do Brasil. A executiva do partido já descartou o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB), que havia sido considerado. Edinho Silva, presidente do PT, afirmou que Pacheco optou por não se candidatar e que o partido está focado em encontrar um novo nome.
Apesar da expectativa de alguns membros do partido de que Pacheco possa reconsiderar sua posição, as chances disso acontecer são consideradas remotas.
Com menos de cinco meses até o primeiro turno, o PT ainda não tem um candidato consolidado. A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, que poderia ser uma forte opção, decidiu concorrer ao Senado com o apoio de Lula.
No cenário atual, dois nomes estão em destaque como potenciais candidatos: Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte, e Josué Gomes da Silva (PSB), empresário e filho do ex-vice-presidente José Alencar. Kalil aparece em segundo lugar nas recentes pesquisas de intenção de voto, mas as rivalidades passadas com o PT podem afetar sua candidatura.
Josué Gomes, que se filiou ao PSB recentemente, também é visto com cautela por membros do partido devido à sua disposição em se engajar na disputa.
Outros nomes do PSB, como Jarbas Soares, ex-procurador de Justiça, são considerados alternativas viáveis para representar o partido nesta corrida ao governo de Minas Gerais.











