
O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou em um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que o Brasil não possui condições de se defender de uma invasão militar dos Estados Unidos. Durante a conferência, realizada no dia 4 de agosto de 2026, Múcio, de forma leve, comentou que, na hipótese de um ataque, ele “abriria o portão”, ressaltando a falta de preparação bélica do país frente a um adversário como os EUA.
Necessidade de Investimentos em Defesa
De acordo com informações do portal Poder360, Múcio destacou que o investimento em defesa no Brasil é consideravelmente menor quando comparado a outras nações. Ele mencionou que o orçamento limitado se deve à concorrência com áreas prioritárias como saúde, educação e assistência social, o que dificulta a defesa de mais recursos para o setor.
O ministro também apontou para o alto custo de aquisição e manutenção de equipamentos militares, como submarinos e aeronaves de combate. Ele pediu uma maior previsibilidade orçamentária, salientando que isso é crucial para a implementação de projetos de longo prazo.
“Você chega a não ter coragem de pedir esse dinheiro porque o Brasil precisa de outras oportunidades”, afirmou Múcio.
Comparação com Planos de Saúde
Múcio fez uma analogia entre o investimento em defesa e um plano de saúde: “A gente escolhe o melhor torcendo para não precisar usar”, enfatizando a importância de estar preparado apesar das limitações financeiras. O objetivo, segundo ele, é fortalecer a dissuasão do país e expandir a presença da indústria nacional de defesa no mercado internacional, com a possibilidade de exportação de submarinos, aviões e blindados.
Tensão Diplomática com os EUA
As declarações do ministro surgem em um contexto de crescente tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. No mesmo dia, o governo dos EUA, sob a administração de Donald Trump, cancelou o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em resposta ao atraso em aprovar o nome de Daniel Perez como embaixador norte-americano no Brasil.
O governo brasileiro classificou essa ação como parte de uma “escalada de ações hostis motivadas por razões ideológicas”. Apesar do cancelamento do visto, os Estados Unidos esclareceram que a medida não se configura como uma declaração de “persona non grata”.
O portal Poder360, que reportou essas declarações, tentou contato com o Ministério da Defesa para obter mais esclarecimentos, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O texto será atualizado se houver retorno.











