
Os preços médios da laranja e da maçã se mantiveram estáveis em dezembro de 2025, conforme informações do 1º Boletim Prohort de janeiro de 2026, publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Este relatório analisa 11 Centrais de Abastecimento (Ceasas) em todo o Brasil e revela uma leve queda na cotação da laranja, que registrou variação negativa de -0,68%. Em contrapartida, a maçã apresentou aumento discreto de +0,64%.
A baixa no preço da laranja foi mais acentuada em Rio Branco/AC, com queda de -35,08%, e Goiânia/GO, que viu uma redução de -12,78%. Essa situação ocorre em meio a uma maior oferta de laranjas nos mercados atacadistas. Para a maçã, a alta ocorreu em um cenário de maior oferta em São Paulo, com uma demanda menos aquecida e estoques da safra de 2024/25 se aproximando do fim.
Outras frutas analisadas no Boletim Prohort tiveram aumento significativo em seus preços. A banana viu um acréscimo médio de 4,02%, impulsionada pela menor oferta sazonal e pela qualidade superior do produto. O mamão teve um aumento expressivo de 15,87% devido à escassez de frutas de alta qualidade nas regiões produtoras. A melancia, apesar de um maior volume comercializado, também registrou ascensão no preço de 25,19%, favorecida por temperaturas elevadas que impulsionaram a demanda.
Entre as hortaliças, todos os itens analisados apresentaram aumento em seus preços médios em dezembro. A batata teve o maior aumento, com alta de 23,50% em função das chuvas que dificultaram a colheita nas regiões produtoras. Em alguns mercados, como em Rio Branco/AC e no Rio de Janeiro/RJ, os preços subiram mais de 30% em comparação a novembro de 2025.
A cebola continuou a trajetória de alta iniciada em outubro, com aumentos acentuados em regiões distantes do Sul, onde os preços subiram mais de 50% em locais como Rio Branco/AC e Recife/PE. O tomate também teve um aumento relevante de 15,06%, revertendo a tendência de queda observada em 2025. Essa alta foi atribuída à transição entre safras e às oscilações na oferta, com variações significativas entre Ceasas.
Os preços da cenoura aumentaram 7,21% e a alface teve uma elevação mais contida de 3,49%, refletindo a maior demanda em função das altas temperaturas e desafios climáticos que afetaram a qualidade das folhosas.
Exportação de frutas – O Boletim também relatará o desempenho das exportações de frutas brasileiras em 2025. O país exportou cerca de 1,31 milhão de toneladas, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior, resultando em um faturamento de US$ 1,56 bilhão. As vendas externas foram predominantemente para os mercados europeu e asiático, com aumentos no volume embarcado de produtos como manga, melão, melancia, banana e mamão.
Destaque do mês – Um aspecto relevante do Boletim é o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que pode afetar o setor hortigranjeiro. O acordo promete ampliar as oportunidades de exportação para frutas brasileiras, proporcionando a redução de tarifas e facilitando o acesso a novos mercados, além de desafios relacionados a padrões sanitários e ambientais.
O Boletim enfatiza a importância das Centrais de Abastecimento como pontos estratégicos para difundir boas práticas e apoiar a modernização da produção, atuando como intermediárias entre produtores, comerciantes e o mercado internacional, especialmente para agricultores de pequeno e médio porte.
Balanço de comercialização – Em 2025, o volume total de hortaliças comercializadas nas Ceasas analisadas apresentou uma redução em relação a 2024, especialmente entre hortaliças folhosas. Em contraste, o subgrupo de raízes e tubérculos teve crescimento, impulsionado pela oferta de batata e cenoura, resultando em uma redução menos acentuada na comercialização total.
Os dados completos sobre preços e comercialização nas Centrais de Abastecimento estão disponíveis no Portal da Conab. As publicações sobre o balanço anual do setor também podem ser acessadas na seção de publicações do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort).










