
A mãe de um menino de 11 anos está enfrentando acusações de crime em Provo, Utah, após ser acusada de sequestrar a criança e forçá-la a se desculpar com sua filha, também de 11 anos. Entretanto, conforme relatos divulgados pelo KSLTV, a mãe do garoto afirma que a situação é mais complexa e que seu filho é a verdadeira vítima de assédio contínuo.
Tensão entre os estudantes
Amberlee Collazo, mãe do menino, mencionou que o conflito entre os dois alunos do sexto ano já durava mais de um ano. Segundo ela, a atenção excessiva da menina ao seu filho se tornou insuportável.
“Ela o incomodou por dois anos, dizendo o quanto gosta dele”, afirmou Collazo.
Ela diz que o filho chegou ao seu limite, respondendo com uma observação rude em um momento de frustração.
Mãe toma a situação nas próprias mãos
Documentos judiciais revelam que Shannon Marie Tufuga, 40 anos, mãe da menina, estava buscando o garoto para confrontá-lo sobre o que acreditava ser bullying. Assim que o encontrou, Tufuga, de acordo com Collazo, assustou o menino enquanto ele estava de bicicleta e o forçou a entrar em seu veículo.
“Ela o levou para sua casa e o colocou no sofá”, relatou Collazo, mencionando a presença de um homem com uma arma ao lado.
Tufuga exigiu que o menino pedisse desculpas, além de fazer ameaças, dizendo que ele deveria se considerar sortudo por não ter sido atropelado.
Após a coercitiva situação, Collazo disse que seu filho, apavorado, correu para casa, onde afirmou: “Mãe, eu fui sequestrado!”
Consequências legais
O incidente, ocorrido em 17 de setembro de 2025, resultou em acusações de abuso infantil agravado e sequestro infantil. Os promotores reduziram as acusações a felonias de segundo grau, com penas que variam de 1 a 15 anos de prisão.
O promotor do Condado de Utah, Christopher D. Ballard, destacou que, embora Tufuga não tivesse a intenção de manter a criança permanentemente, a ação foi um “crime sério”. Ele ressaltou que pais não podem agir fora da lei, mesmo em casos de bullying.
Defesa de Tufuga
O advogado de Tufuga negou as acusações, sugerindo que elas refletem problemas mais amplos da sociedade, onde as crianças deveriam ser responsabilizadas pelos seus atos. Em uma declaração oficial, o advogado afirmou: “Acreditamos que essas alegações resultam de uma criança problemática e esperamos apresentar evidências das dificuldades enfrentadas pelos filhos de nossa cliente na escola”.
Collazo contestou essa defesa, afirmando que Tufuga nunca tentou entrar em contato com ela antes de tomar medidas tão extremas.
“Se ela tivesse batido na minha porta e dito: ‘Nossos filhos estão com problemas, podemos conversar?’, eu teria aberto a porta. Mas nunca tentei contato”, garantiu Collazo.
Resposta do distrito escolar
A mãe do menino também levantou preocupações sobre a maneira como a escola lidou com o conflito. O Provo City School District afirmou que não pode comentar sobre questões relacionadas a alunos devido às leis de privacidade e ao caso legal ativo.
Situação profissional
No momento do incidente, Tufuga trabalhava como guarda de trânsito em uma escola, mas a Polícia de Provo informou que ela não ocupa mais esse cargo.











