
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com Marco Aurélio de Carvalho, advogado de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, nesta quinta-feira (19) no Palácio da Alvorada, em Brasília. O encontro aconteceu em meio a investigações da Polícia Federal que apuram supostas práticas de tráfico de influência e corrupção por parte de Lulinha, relacionado a negociações sobre a comercialização de cannabis medicinal junto ao Ministério da Saúde.
Fontes próximas ao presidente afirmaram que a reunião também teve o intuito de discutir questões relacionadas às eleições em São Paulo, onde Marco Aurélio desempenha um papel importante como coordenador da campanha de Lula no estado. Durante o encontro, outros aliados paulistas também estiveram presentes.
Na véspera, Lula cancelou um compromisso no Superior Tribunal de Justiça, onde participaria da posse dos novos ministros Luis Felipe Salomão e Mauro Luiz Campbell Marques. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, conhecido por seu estilo combativo, continuou sua linha de defesa, alegando que uma parte da Polícia Federal possui viés eleitoral nas investigações, realizando “vazamentos seletivos”.
Além de advogado, Marco Aurélio é coordenador do grupo de advogados Prerrogativas e chegou a ser cogitado para liderar o jurídico da campanha de Lula, embora divergências internas tenham afastado essa possibilidade.
Consequências nas Eleições
A situação envolvendo Lulinha é considerada uma preocupação constante para a equipe de Lula, pois o caso pode repercutir em temas de corrupção, muitas vezes explorados pela oposição. Assessores de Lula acreditam que um desdobramento mais grave, como a prisão de Lulinha, poderia causar um impacto eleitoral significativo. Contudo, afirmam que o assunto tende a ser sempre relevante durante as campanhas, e que, apesar das controvérsias, a inocência de Lulinha não necessariamente resultaria em ganhos de voto para Lula.
O Partido dos Trabalhadores (PT) planeja enfatizar que os adversários não têm um “paladino da moralidade” e pretende explorar o caso do Dark Horse, destacando que Lulinha e figuras como Marcola não estão na disputa eleitoral, ao contrário de Flávio, que está.











