
O governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, manifestou críticas contundentes contra o presidente da Argentina, Javier Milei, em relação a insultos dirigidos ao Brasil durante um evento no último sábado (25 de julho). Kicillof, do Partido Justicialista, publicou uma foto ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em suas redes sociais e destacou a importância da integração regional
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“Ontem vimos, com vergonha alheia, o presidente Milei ofender e insultar o governo do Brasil, seu presidente e todo um país”, afirmou Kicillof em um post traduzido do espanhol.
As declarações de Milei ocorreram durante um evento em São Paulo, onde oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Em seu discurso, Milei chamou a situação atual do Brasil de “risco Lula”, referiu-se ao socialismo de forma pejorativa e fez comentários depreciativos sobre o ministro do STF Alexandre de Moraes.
A Resposta de Kicillof
Kicillof afirmou ter conversado com o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, expressando que as declarações de Milei não refletem o sentimento da população argentina. Ele alertou que tais provocações podem comprometer investimentos, exportações e o emprego no país.
Economista e ex-ministro da Economia durante o governo de Cristina Kirchner, Kicillof possui uma trajetória política significativa, tendo governado a província de Buenos Aires desde 2019 e sido reeleito em 2023.
Reação Diplomática
Em resposta às declarações de Milei, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro convocou o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, para consultas. Bitelli deve chegar a Brasília entre a noite de domingo (26 de julho) e a madrugada de segunda-feira (27 de julho).
O Itamaraty esclareceu que a convocação se deu “em razão das ofensas proferidas pelo presidente argentino ontem”. Embora essa ação não represente um rompimento nas relações, indica um aumento na tensão entre os dois países.
Ainda não foi divulgada a duração da permanência de Bitelli em Brasília ou se outras medidas diplomáticas serão tomadas como resposta.











