
Alimentação e bebidas registram queda de 0,24% no mês. Após uma alta de 1,33% em maio, o setor de alimentação no domicílio teve uma retração de 0,39%. Essa queda foi impulsionada por reduções nos preços do café moído (-3,72%), frutas (-1,58%) e carnes (-0,64%). Por outro lado, algumas commodities, como o feijão-carioca (8,31%) e a batata-inglesa (3,57%), apresentaram aumentos.
Sector de transportes impulsiona inflação com alta nas passagens aéreas. O grupo de transportes teve uma variação de 0,17%, refletindo um aumento considerável de 7,12% nas passagens aéreas. No entanto, essa pressão foi atenuada por uma queda de 0,48% nos combustíveis, que incluíram recuos no etanol (-3,09%), óleo diesel (-1,19%), gás veicular (-0,19%) e gasolina (-0,12%).
Desempenho do Semestre
Inflação do primeiro semestre se mantém em nível elevado. Apesar da desaceleração observada em junho, a inflação acumulada nos primeiros seis meses do ano continua a ser considerada alta. Segundo economistas, o conflito recente no Irã é um dos fatores que contribuiu para esse aumento dos preços. A guerra, que teve início no final de fevereiro, resultou no fechamento do Estreito de Hormuz, uma rota crucial para o transporte de 20% do petróleo mundial, fazendo com que o preço do petróleo disparasse mais de 62%. Esse aumento impactou diretamente a cadeia de preços dos combustíveis e gerou efeitos em cascata na distribuição global de mercadorias.
Inflação alcança a maior taxa em quatro anos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em junho atingiu 3,36%, ultrapassando a barreira dos 3% pela primeira vez desde 2022, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).











