
O Senado aprovou o projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, iniciativa que aguarda agora a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta tem como objetivo valorizar recursos minerais brasileiros, aumentando a competitividade do setor e promovendo práticas de mineração sustentável. Entre as principais medidas, está a criação do Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, que será responsável pela regulamentação e implementação das diretrizes estabelecidas.
Segundo Teresa Leitão, líder do governo no Senado, o projeto é fundamental para fortalecer a autonomia do Brasil em relação às suas riquezas minerais, ligando a educação ao avanço tecnológico. Ela destacou a importância da rede nacional de pesquisa para que o país se torne cada vez mais soberano, uma vez que a exploração desses recursos pode trazer benefícios diretos à educação e ao desenvolvimento social.
A discussão em torno da proposta ocorreu após um acordo entre Lula e os presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre e Hugo Motta, respectivamente. Essa negociação visa destravar outras pautas prioritárias do governo no Congresso, como a PEC que modifica a jornada de trabalho e questões tributárias relacionadas a itens de vestuário.
Por outro lado, representantes do setor mineral expressaram preocupações em relação à nova legislação, temendo que a interferência do governo em acordos e investimentos internacionais possa gerar insegurança para investidores. Eles pediram uma elaboração cuidadosa da regulamentação final do projeto para garantir a estabilidade do setor.
Um mineral é classificado como crítico quando sua falta pode comprometer cadeias produtivas importantes, como ocorre com cobre, lítio, cobalto e níquel. As terras raras, por sua vez, constituem um grupo de 17 elementos químicos de ampla aplicação em tecnologia, como em aparelhos eletrônicos e turbinas eólicas.











