
Benjamin Steinbruch, uma figura central na indústria brasileira, encerra seu mandato como CEO da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) após impressionantes 24 anos à frente da empresa. A partir de 3 de setembro de 2026, Fabio Schvartsman, ex-CEo da Vale, assume a posição em um momento desafiador para a companhia, que enfrenta um endividamento significativo de R$ 42 bilhões.
Mudança na Liderança da CSN
Steinbruch retornará ao cargo de presidente do conselho de administração, função que ocupou de 1995 até 2023. Em sua nova função, ele terá o papel de orientar Schvartsman durante a transição. O CEO recém-nomeado traz uma vasta experiência, tendo gerido a Vale em um período tumultuado, que incluiu a trágica crise da barragem de Brumadinho em janeiro de 2019.
Desafios e Estratégias de Desalavancagem
A missão primária de Schvartsman será implementar um robusto plano de desalavancagem. Até o momento, a relação entre a dívida líquida da CSN e o Ebitda está em 3,49, e Steinbruch indicou que a empresa precisará reduzir sua dívida entre R$ 18 bilhões e R$ 20 bilhões. Parte dessa estratégia envolve a venda de ativos, com o foco na CSN Cimentos, que já está em fase avançada de negociações, com expectativa de conclusão até novembro de 2026.
“Estamos otimistas com o processo de venda e acreditamos que a redução da dívida será significativa,” comentou Steinbruch em entrevista ao portal NeoFeed.
A Transformação da CSN sob a Liderança de Steinbruch
Durante suas mais de três décadas de liderança, Steinbruch transformou a CSN em um conglomerado industrial diversificado, atuando em setores como siderurgia, energia e logística. A venda planejada da unidade de cimentos é um reflexo de sua intenção de focar em operações mais estratégicas e lucrativas para a companhia.
“Eu reconheço que a CSN está profundamente ligada à minha história pessoal. No entanto, estou comprometido em ajudar Schvartsman a conduzir essa transição de forma eficaz,” afirmou Steinbruch.
Perspectivas Futuras
Para o novo CEO, enfrentar os desafios da CSN não será uma tarefa fácil, especialmente considerando o ambiente macroeconômico atual. Contudo, a nomeação de Schvartsman foi resultado de um cuidadoso processo de seleção que durou três anos, refletindo a confiança de Steinbruch em suas capacidades de liderança.
As ações da CSN (CSNA3) apresentaram uma queda de 31,6% em 2026 e 20% em 12 meses, resultando em um valor de mercado atual de R$ 7,9 bilhões. A nova fase da empresa começa agora, com um foco renovado no equilíbrio financeiro e em estratégias que possam garantir sua competitividade no mercado.
Conclusão
A transição de liderança na CSN marca um momento significativo para a indústria, simbolizando não apenas a continuidade, mas também a adaptação às novas demandas do mercado. Com Schvartsman à frente, a expectativa é que a companhia consiga traçar um novo caminho em direção à recuperação financeira e crescimento sustentado.
As informações foram extraídas do portal NeoFeed.











