
Toda vez que Flávio Bolsonaro subia nas pesquisas de intenção de voto, seu irmão Eduardo parecia encontrar maneiras de criar situações políticas que desviassem a atenção para si, gerando conflitos desnecessários entre eles. Essa dinâmica recorrente levanta questionamentos sobre a intencionalidade por trás desses atos, que, para muitos observadores, vão além de meras coincidências.
Em um episódio recente em junho, enquanto o governo de Donald Trump ameaçava retaliações relacionadas ao sistema de pagamentos Pix, Eduardo sugere envolver na negociação o Zelle, uma plataforma de transferências bancárias nos Estados Unidos, que ele descreveu como “o Pix dos Estados Unidos”. Essa proposta trouxe um impacto negativo para Flávio, que, segundo pesquisa da Genial/Quaest, foi responsabilizado por 47% dos entrevistados pelo aumento nas tarifas.
Em análises anteriores, apontou-se que uma eventual derrota de Flávio nas eleições de 2026 poderia beneficiar os interesses pessoais de Eduardo, que tem seus objetivos políticos próprios, refletindo tensões internas entre os irmãos. Quando a campanha de Flávio foi intensificada, um descontentamento surgiu devido às tentativas de Eduardo e seu grupo de influenciar o retorno das sanções americanas, estabelecidas pela Lei Magnitsky, que visavam ministros do STF. Essa situação gerou preocupações dentro da campanha de Flávio, que temia que isso entregasse novos argumentos ao governo Lula em relação à soberania nacional.
Uma vitória de Flávio nas próximas eleições poderia restringir Eduardo ao papel de “irmão-problema”, numa posição política inferiorizada. Apesar de Eduardo professar publicamente sua lealdade a Flávio, afirmando, em entrevista ao SBT News, que estava “à disposição” e preocupado com a eleição do irmão, suas ações práticas indicam uma narrativa oposta, evidenciando uma nuança complicada no relacionamento entre os dois.









