
Chris Greenacre durante suas funções como técnico do Wellington Phoenix.
Foto: AAP Image/Matt Turner / Photosport
Chris Greenacre, atual treinador interino do Wellington Phoenix, enfrenta mais uma vez o desafio de gerir uma equipe que atravessa dificuldades. Após a saída abrupta de Giancarlo Italiano, Greenacre assume a função pela quarta vez, exemplificando sua trajetória singular no futebol neozelandês.
Uma Trajetória Incomum
Conforme relatado pela RNZ, Greenacre sempre teve como objetivo se tornar treinador. No início dos anos 2000, ele participou de um programa da Professional Football Association do Reino Unido para obter suas credenciais de treinador enquanto ainda jogava pelo Tranmere Rovers. Quando se transferiu para a Nova Zelândia como jogador do Phoenix, ele já possuía uma licença UEFA B, mas não tinha um espaço para aplicá-la.
A sua estreia como técnico aconteceu em uma equipe profissional única em Nova Zelândia, e embora muitos sonhem com esse tipo de oportunidade, Greenacre enfrentou altos e baixos na sua carreira, alternando entre funções de treinador e assistente.
O Desafio da Nova Função
Após uma carreira de destaque como jogador, Greenacre se tornou treinador interino imediatamente após a aposentadoria. Ele reconhece que, ao iniciar nessa função, há 13 anos, não tinha muita experiência. "Se eu for realmente honesto, eu não sabia de muita coisa, e essa é a natureza do cargo," afirmou Greenacre.
Ele acredita que o ideal para um treinador é começar pela formação de categorias de base. "Infelizmente, ou felizmente, meu caminho foi começar direto no topo, o que raramente acontece," explicou.
Oportunidades e Relações
Ao longo de seus 17 anos com o Phoenix, Greenacre aproveitou as oportunidades que se apresentaram, tanto dentro quanto fora de campo. Desde sua chegada ao clube, sua relação com a equipe técnica e gestores tem sido fundamental. O contato inicial com a equipe veio depois de uma conversa com Gareth Edds, que o incentivou a se unir ao Phoenix, apesar de problemas de lesões que o impediram de jogar.
Greenacre optou por aceitar a vaga de assistente técnico mesmo quando ainda poderia continuar sua carreira como jogador. "Senti que, se pudesse, deveria jogar, mas também queria saber para onde meu caminho me levaria no futebol," disse.
Desempenho e Educação
Recuperar a equipe nas poucas partidas restantes da temporada é um foco de Greenacre, que pretende dar continuidade ao trabalho anterior e não impor sua própria filosofia de imediato. "Os jogadores estão acostumados a um determinado estilo de treino, e mudar isso rapidamente é complicado," explicou.
Ele se posiciona como um gestor que busca um equilíbrio entre liderança e tática, adaptando-se às mudanças nas gerações de jogadores. "Você precisa evoluir com eles e seus pontos de vista sobre o mundo, caso contrário, ficará para trás."
O Futuro nas Mãos da Diretoria
Com a temporada avançando, Greenacre tem apenas seis jogos remanescentes e o clube deve nomear um novo treinador em breve. "Resultados são a melhor forma de garantir uma continuidade, e o sucesso rápido aumenta a chance de permanência no cargo," refletiu.
Ao trabalhar de perto com o Wellington Phoenix, Greenacre pode reivindicar sua capacidade de desenvolver talentos e sua presença contínua no ambiente do clube pode ser um fator decisivo para sua ascensão a um cargo permanente. "Sei que existem decisões a serem tomadas e posso estar no lugar certos para tentar seguir esse caminho," concluiu.
Fonte: RNZ, publicado em 21 de março de 2023.











