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Bitcoin enfrenta pressão e testa US$ 58 mil enquanto aversão ao risco cresce globalmente

O Bitcoin enfrenta forte pressão, testando a marca de US$ 58.115, mesmo após os dados de inflação dos EUA alinharem-se com as previsões de mercado. Esse movimento decorre do aumento da aversão ao risco global, que abrange a aceleração de saídas de recursos de ETFs de Bitcoin e uma queda na demanda institucional, além de tensões geopolíticas e expectativas de juros elevados nos Estados Unidos impactarem os ativos de risco.

Conforme relatado pelo InfoMoney, a situação técnica do Bitcoin está fragilizada. Após alcançar sua máxima histórica de US$ 126.199, a criptomoeda experimentou um movimento corretivo, perdendo novamente o suporte dos US$ 60 mil.

Análise Técnica do Bitcoin (BTC/USD)

No gráfico diário, o Bitcoin intensificou as perdas recentemente, quebrando a barreira dos US$ 60.000 e atingindo o mínimo de US$ 58.115. Neste cenário, o ativo se mantém abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que sugere um viés baixista no curto prazo. O Índice de Força Relativa (IFR) está em 30,03, próximo à região de sobrevenda. Isso indica que, apesar da possibilidade de repiques técnicos, o contexto geral ainda favorece os vendedores enquanto o ativo permanecer abaixo das médias.

Para que o Bitcoin inicie uma recuperação sustentável, será necessário retomar as médias móveis e superar as resistências em US$ 64.510 e US$ 67.292. Valores acima desses níveis podem abrir o caminho para atingir US$ 70.466, US$ 74.450, US$ 78.200 e até US$ 82.850. Por outro lado, perder o suporte em US$ 58.115 pode intensificar a pressão vendedora, resultando em quedas mais acentuadas até US$ 52.550, US$ 49.000, US$ 43.880, US$ 41.620 e US$ 38.555.

Perspectivas de Médio Prazo

A análise semanal revela uma estrutura de baixa bem definida. Desde o pico histórico em US$ 126.199, em outubro de 2025, o Bitcoin formou uma série contínua de topos e fundos descendentes, evidenciando o domínio do fluxo vendedora. Em 2026, a criptomoeda já acumula uma desvalorização superior a 32%, mantendo-se abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos.

O IFR semanal apresenta 32,80 pontos, ainda em uma região neutra, mas próximo da sobrevenda, sugerindo que o mercado pode estar atingindo um limite extremo, embora a tendência principal continue negativa. A faixa entre US$ 60.000 e US$ 58.115 permanece como um suporte crítico para o médio prazo. A quebra sustentada desse nível pode acelerar o movimento corretivo em direção a US$ 52.550, US$ 49.000, US$ 38.555 e US$ 31.800.

Para que o cenário volte a favorecer os compradores, o Bitcoin precisa superar inicialmente o patamar de US$ 67.292, o que poderá levar o ativo a testar novamente US$ 82.850 e, posteriormente, seus picos anteriores de US$ 97.924, US$ 116.400 e a máxima histórica de US$ 126.199. Até que esse panorama mude, o viés continua sendo de baixa.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T.)

Fonte: InfoMoney.

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