
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos solicitou ao Supremo Tribunal do país que suspenda bloqueios que impediram a implementação de uma ordem executiva que visa modificar as regras de votação por correspondência, conforme reportado pelo site Poder360. O pedido foi apresentado na última segunda-feira (27 de julho de 2026), após um discurso do presidente Donald Trump defendendo as alterações no sistema eleitoral e questionando a legitimidade das eleições, segundo informações da agência AP.
A ordem executiva, estabelecida em março, determina que o governo crie uma “lista de cidadãos estaduais” com eleitores habilitados. Essa medida instrui o Serviço Postal dos Estados Unidos a enviar cédulas apenas às pessoas que constam nessa lista, impactando, assim, quase metade do país.
Controvérsias judiciais
De acordo com a AP, uma juíza federal em Massachusetts, Indira Talwani, que foi nomeada pelo ex-presidente Barack Obama, determinou a suspensão da ordem para os Estados autores da ação. Recentemente, um painel do 1º Tribunal de Apelações dos EUA manteve essa decisão. O procurador-geral, D. John Sauer, solicitou ao Supremo que congele a decisão da juíza, argumentando que a ordem de Trump estabelece diretrizes de política, sem assegurar como os Estados devem administrar suas eleições.
O procurador também expressou a urgência da situação, afirmando que novas políticas precisam estar implementadas até agosto para surtirem efeito nas eleições de novembro. A resposta ao pedido possui um prazo até 3 de agosto.
Argumentos para a mudança
Trump justificou as alterações como uma forma de proteger o processo eleitoral contra o voto de não cidadãos, uma prática que é rara e considerada crime federal. Segundo o presidente, o FBI encontrou registros de eleitores com nomes fictícios durante uma operação no Estado de Michigan em 2020, destacando vulnerabilidades no sistema.
Essa situação gera um intenso debate sobre a autoridade do presidente em determinar regras eleitorais, que são tradicionalmente atribuídas aos Estados e ao Congresso, o que levou autoridades democratas de 23 Estados e do Distrito de Columbia a entrarem com ações judiciais contra a medida.
As próximas semanas serão cruciais para definir o futuro da votação por correspondência nos Estados Unidos, à medida que a discussão legal avança e o prazo para a implementação das novas regras se aproxima.











