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Concursos

Vereadora Liana Cirne aponta erro jurídico e defende voto contra impeachment no Recife

Vereadora do Recife Discute Erro Jurídico em Caso de “Fura-Fila”

A vereadora Liana Cirne (PT) do Recife destacou a existência de um “erro jurídico” no polêmico caso do “fura-fila” em um concurso público da Prefeitura. Durante um debate no programa Arenga Política, nesta quarta-feira (9), ela justificou seu voto contra o impeachment do ex-prefeito João Campos (PSB), mesmo após a controvérsia.

O assunto foi levantado pelo vereador Eduardo Moura (Novo), que questionou a razão do apoio de Liana aos concursos públicos. Ele argumentou que a sua decisão de voto foi inconsistente com a fragilização das regras do concurso devido ao episódio. “Por que você votou contra o impeachment de João Campos em relação ao furo à fila do concurso público? Ali, fragilizou o concurso”, indagou Moura.

Moura também mencionou uma suposta “indicação política” que favoreceu um candidato da ampla concorrência, em detrimento de um que se inscreveu como pessoa com deficiência (PCD).

Vereadora Justifica Voto e Critica Decisão do Procurador

Em resposta, Liana argumentou que discordava da decisão do então procurador-geral do município, ressaltando que, na sua opinião, a inscrição deveria ter prevalecido sobre a apresentação tardia do laudo de autismo pelo candidato. “Ele errou, porque, para mim, vale a inscrição no concurso”, afirmou.

A vereadora esclareceu que o caso envolveu um candidato que, embora fosse autista, não se inscreveu como PCD por não ter o laudo médico na época da inscrição. “Ele não fez a inscrição como candidato com deficiência”, enfatizou Liana.

Quando questionada por Moura sobre a contradição entre reconhecer o erro e votar contra o impeachment, Liana defendeu que o procurador gerou uma retratação posteriormente. “Eu votei contra porque o procurador-geral do município se retratou”, disse, defendendo que essa nova posição deve ser levada em consideração.

Divergência sobre Fraude e Conduta do Candidato

A discussão se intensificou quando Moura caracterizou a mudança de enquadramento do candidato como uma tentativa de fraude. Liana rejeitou veementemente essa acusação, diferenciando entre o erro administrativo e a conduta do candidato. “Não é possível chamar de fraude”, respondeu, reiterando que a apresentação tardia do laudo não qualifica o candidato como fraudador.

Apesar das críticas que afetaram também o candidato pelo seu diagnóstico, Liana enfatizou seu papel em defender direitos de pessoas com autismo, mencionando ser mãe de um autista. Embora tenha sustentado seu voto contra o impeachment, a vereadora reconheceu que o episódio prejudicou politicamente João Campos, considerando-o um “erro”.

“Foi um erro jurídico”, reiterou a vereadora, argumentando que a decisão original deveria refletir a situação verificada no ato da inscrição do candidato.

No encerramento do debate, não houve consenso. Moura insistiu que a retratação não minimiza a gravidade do ocorrido, enquanto Liana se manteve na posição de que houve um erro que foi corrigido, reafirmando que o comportamento do candidato não deveria ser rotulado como fraudulento.

Assista ao Embate Completo:

As informações foram extraídas do site Ricardo Antunes.

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