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Internacional

Venezuela inicia transição para democracia e promete eleições em discurso na ONU

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU nesta quarta-feira (23), anunciou a intenção do país de realizar eleições para escolha de um novo presidente, indicando um processo de transição política. No entanto, ela não especificou uma data para as votações, afirmando que cabe ao povo venezuelano determinar o momento adequado.

Rodríguez se comprometeu a "conduzir a Venezuela da incerteza e do conflito para uma democracia plena", reconhecida tanto pelo povo quanto pela comunidade internacional. Em sua fala, a presidente interina destacou que o governo venezuelano está em diálogo com a oposição, com o objetivo de facilitar um processo "ordenado, institucional e verificável" em direção à democracia.

A recuperação do país, segundo Rodríguez, será um caminho longo, mas essencial para criar um ambiente que atenda aos anseios de muitos que desejam ver a Venezuela prosperar novamente.

Diálogo com os Estados Unidos

Além das promessas eleitorais, Rodríguez aproveitou a ocasião para agradecer ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ter restabelecido relações diplomáticas com Caracas. Ela expressou a intenção da Venezuela de reconstruir laços com Washington e outros países da região, enfatizando a importância do diálogo para resolver diferenças e trabalhar em conjunto no setor de energia e na luta contra o crime transnacional.

Esse movimento acontece após meses de negociações entre Caracas e o governo americano. Em agosto, a administração venezuelana se reuniu com a oposição para iniciar conversas, com apoio dos EUA, visando a transição democrática.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, confirmou que a Assembleia Nacional de 2015 mantém um diálogo regular com as autoridades venezuelanas, com a meta de criar as condições necessárias para a realização de eleições livres e justas. Segundo ele, a situação atual exige que o próximo presidente não herde uma "catástrofe completa" do passado.

Concessões à Washington

Rodríguez assumiu a presidência interina após a captura de Nicolás Maduro em janeiro. Desde então, ela tem buscado equilibrar as negociações com a administração Trump, enquanto tenta preservar o sistema político do chavismo. Nesse período, a Venezuela realizou concessões em setores estratégicos, como o petróleo, e permitiu uma maior supervisão americana em seu território.

Em setembro, Trump mencionou que a Venezuela "não estaria pronta" para eleições democráticas imediatas, mas esperava que este processo ocorresse em um futuro próximo. Mais recentemente, afirmou que um acordo para o setor petrolífero com a Venezuela poderia aumentar significativamente as reservas de petróleo dos EUA.

Desafios internos

Rodríguez também abordou os desafios internos enfrentados pela Venezuela, mencionando os terremotos que atingiram o país em junho, resultando em mais de 6.500 mortes. Ela discursou sobre a necessidade de "renascer" após essa tragédia e incentivou a população a se unir para reconstruir a nação em um momento de dificuldades.

"É em momentos como esses que a força de um povo se torna visível", afirmou a presidente interina, apelando à esperança e à solidariedade nacional.

Com informações da CNN.

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