Gatos devastam aves marinhas na Ilha Marion e custam US$ 25 milhões para restaurar ecossistema

Uma ação realizada em 1949 para lidar com uma infestação de ratos na Ilha Marion, um território subantártico situado a aproximadamente 2.300 quilômetros ao sul da África, resultou em um significativo desastre ambiental. A introdução de gatos domésticos para controlar a população de roedores acabou devastando as aves marinhas locais. Recentemente, a tentativa de erradicar os felinos levou a um aumento inesperado da população de ratos, desencadeando um projeto de recuperação ecológica com um custo estimado em US$ 25 milhões (cerca de R$ 127 milhões, na cotação atual).
Em 1949, funcionários de uma estação meteorológica transportaram cinco gatos domésticos para a Ilha Marion com o objetivo de combater os roedores presentes nas instalações. Essa decisão alterou drasticamente o equilíbrio ecológico da região.
Antes da introdução dos gatos, a Ilha Marion era um santuário para várias espécies de aves marinhas, como petréis e albatrozes-errantes. Durante milhares de anos, essas aves evoluíram sem a presença de predadores terrestres e, por consequência, não desenvolveram defesas naturais. Muitas dessas espécies nidificavam diretamente no solo, o que as tornou vulneráveis à presença dos felinos.














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