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Internacional

Trump troca avião militar após ameaças do Irã e gera polêmica sobre segurança presidencial

Recentemente, um incidente envolvendo a troca de aeronave do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou discussões sobre a segurança durante sua viagem à Turquia para a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O Serviço Secreto recomendou que Trump não utilizasse o novo Boeing 747-8, doado pelo Catar, devido a preocupações de segurança. O presidente optou por retornar no tradicional Boeing VC-25A, conhecido como Air Force One, enquanto o novo jato foi enviado a uma base militar britânica.

Trump desembarcou na Turquia a bordo da nova aeronave, que foi modernizada pela Força Aérea dos EUA a um custo de cerca de US$ 400 milhões. No entanto, durante o retorno, ele voltou ao modelo antigo, afirmando que a decisão era por “nostalgia”, mesmo quando questionado sobre se a escolha estava relacionada a ameaças do Irã. O presidente disse: “Estou sob ameaça o tempo todo. Sou o número 1 na lista deles”.

Preocupações com a Aeronave do Catar

As preocupações em torno do novo Boeing 747-8 são substanciais. Segundo informações de autoridades dos EUA, o avião não possui todos os sistemas de proteção normalmente encontrados em um Air Force One, como equipamentos de autodefesa que detectam mísseis guiados por calor. Essas lacunas na segurança são motivo de apreensão, especialmente com a tensão crescente nas relações entre EUA e Irã.

A Força Aérea também reconheceu que a aeronave temporária não foi totalmente equipada com todos os sistemas previstos, enfatizando que, embora não houvesse risco imediato, algumas capacidades essenciais foram deixadas de lado para acelerar a entrega do avião. O novo jato foi desenvolvido devido aos atrasos na entrega dos novos Air Force One, que agora são esperados apenas para 2028.

Ameaças do Irã e Proteção Aumentada

Essas preocupações se tornaram ainda mais significativas, considerando que Trump continua sendo alvo do governo iraniano, especialmente após a autorização de um ataque que resultou na morte do general Qassim Suleimani em 2020. Durante a campanha presidencial de 2024, o Serviço Secreto aumentou a proteção ao presidente em resposta a novas informações de inteligência sobre possíveis planos iranianos.

Autoridades afirmam que não há um plano concreto para um ataque neste momento, mas a situação atual exige vigilância intensa. Recentemente, após o governo israelense compartilhar novas informações com os EUA, surgiram novos temores de que o Irã pudesse estar considerando um ataque contra Trump.

Durante o voo de retorno para os EUA, o transponder da aeronave foi desligado temporariamente, um procedimento normalmente reservado para situações consideradas de alto risco. Enquanto isso, o Boeing do Catar foi enviado separadamente para a Base de Mildenhall, antes que Trump embarcasse novamente em direção a Washington.

Embora a Casa Branca defenda que a nova aeronave oferece “protocolos de segurança de alto nível”, especialistas recomendam cautela. A utilização do jato deve ser restrita, especialmente em voos internacionais ou regiões sensíveis, até que os novos Air Force One estejam operacionais. Fonte: Estadão

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