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Agronegócio

Supersafra de arroz e demanda fraca fazem preços despencarem em 2025

O setor de arroz no Brasil enfrentou um ano desafiador em 2025, marcado por uma supersafra nacional, uma oferta global ampliada e uma demanda tanto interna quanto externa enfraquecida, resultando em forte pressão sobre os preços.

Pesquisadores do Cepea apontam que a safra 2024/25 foi impactada pelos altos preços do ano anterior, que proporcionaram uma das melhores rentabilidades para os produtores. Esse cenário incentivou um aumento moderado na área cultivada e investimentos nas lavouras.

Clima favorável e aumento da produtividade

As condições climáticas no início da semeadura foram favoráveis para as principais regiões produtoras, resultando em uma recuperação significativa da produtividade em comparação com a safra anterior.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção brasileira de arroz atinja 12,76 milhões de toneladas na safra 2024/25, o que representa um aumento de 20,62% em relação à temporada 2023/24.

Dificuldades no escoamento impactam os preços

Ainda que a produção tenha crescido, o escoamento do arroz beneficiado mostrou-se desafiador. As indústrias enfrentaram dificuldades para vender seus estoques, enquanto o varejo mostrou pouco interesse em incrementar as compras.

Esse fenômeno foi associado à resistência do consumidor e à queda dos preços nas etapas anteriores da cadeia produtiva. Como consequência, o Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) registrou sucessivas quedas ao longo de 2025.

Menores preços reais desde 2011

A média anual do Indicador em 2025 ficou em R$ 71,84 por saca de 50 quilos, refletindo uma queda de 53,2% em relação à média de 2024. Em termos reais, com correção pelo IGP-DI, os preços marcaram o menor nível desde junho de 2011.

Esse quadro acentua as preocupações do setor em relação à rentabilidade, especialmente em um cenário que combina alta oferta com consumo ainda restrito.

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