
A avaliação do caso do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes, teve início nesta terça-feira (24) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento, que começou com as alegações orais das defesas, foi suspenso e será retomado nesta quarta-feira, dia 25, às 9h.
Durante a sessão, o ministro Alexandre de Moraes apresentou um relatório detalhando o histórico do processo. O vice-procurador-geral, Hindemburgo Chateaubriand, requisitou a condenação dos cinco réus acusados de serem mandantes e partícipes do crime.
Os advogados de defesa, por sua vez, argumentaram pela inocência dos réus, destacando a ausência de provas consistentes que respaldassem a delação de Ronnie Lessa, que efetivamente disparou contra Marielle e Anderson.
Em um ponto destacado da audiência, o advogado de Chiquinho Brazão, Cleber Lopes, fez uma afirmação polêmica ao se referir ao ex-vereador Marcelo Freixo, mencionando que “quem faz política no Rio de Janeiro e não pede voto para miliciano está mentindo”, insinuando que Freixo teve apoio eleitoral em áreas dominadas por acusados de ativismo político.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) alegou que os irmãos Brazão tinham conflitos diretos com parlamentares do PSOL, sugerindo que Marielle e Freixo eram alvos de uma trama mais ampla.
Conheça os acusados
Domingos Inácio Brazão
Domingos Brazão, ex-deputado estadual (MDB-RJ) e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, é considerado um dos mandantes do crime e acusado de chefiar uma organização criminosa vinculada à exploração imobiliária irregular.
João Francisco Inácio Brazão (Chiquinho Brazão)
Chiquinho Brazão, ex-deputado federal (União-RJ), é igualmente apontado como mandante do assassinato em questão, exercendo domínios políticos significativos na Zona Oeste do Rio.
Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior
O delegado Rivaldo Barbosa era, na época, diretor da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e é acusado de usar sua posição para facilitar a execução e obstruir investigações.
Ronald Paulo de Alves Pereira (Major Ronald)
Major Ronald, membro da Polícia Militar do Rio de Janeiro, teria auxiliado os executores ao fornecer informações sobre a rotina da vereadora Marielle Franco.
Robson Calixto Fonseca (Peixe)
Robson Calixto, conhecido como Peixe, atuou como assessor dos irmãos Brazão e é acusado de facilitar contatos entre milicianos e os mandantes do crime, além de participar ativamente de práticas ilícitas.
(Esta reportagem é baseada em informações de Carta Capital, publicada em 24 de fevereiro de 2026.)











