
Governador de SP sanciona lei que garante absorção de funcionários da CPTM após concessões
O governo de São Paulo confirmou, por meio da sanção de uma lei, a absorção de funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) após a concessão de linhas a iniciativas privadas. De acordo com informações publicadas pelo UOL, a proposta foi aprovada em regime de urgência e pôs fim à greve dos ferroviários, que impactou a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade no início de agosto.
Na semana passada, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou o projeto por unanimidade em uma sessão extraordinária. Antes de sua apresentação no plenário, a proposta passou por uma análise rigorosa em três comissões: Constituição, Justiça e Redação; Administração Pública e Relações do Trabalho; e Finanças, Orçamento e Planejamento.
Nas redes sociais, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) celebrou a sanção. Luiz Barbosa Junior, presidente do sindicato, declarou: “Mais uma prova de que quando estamos unidos, conseguimos avançar. Passamos pela greve, noites de sono e, ainda assim, avançamos.”
Segundo Junior, a sanção representa uma etapa significativa do acordo, mas o sindicato permanece vigilante quanto à implementação da medida. “Agora iniciamos a fase de retomar as atividades, especialmente durante a operação assistida”, enfatizou. Nesse processo, os trabalhadores da Trivia Trens acompanharão as operações, enquanto a CPTM manterá a responsabilidade pelo funcionamento dos trens.
Além disso, o sindicato notificou que solicitou uma reunião com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) para discutir a transição. Junior adianta que uma nova solicitação será feita hoje para agendar o encontro e obter respostas sobre as próximas etapas a serem seguidas.
Greve e principais reivindicações
A greve dos ferroviários ocorreu nos dias 4 e 5 de agosto, afetando as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A principal reivindicação dos trabalhadores era a manutenção de seus empregos diante da concessão dos três ramais ao setor privado.











