
Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentaram queda nesta quarta-feira, após uma leve alta na sessão anterior. O vencimento para março foi negociado a US$ 10,62 por bushel, refletindo uma desvalorização de cerca de 3 cents.
Conforme a Granoeste Corretora, o mercado permanece sem um sinal claro de tendência, com as oscilações diárias ocorrendo dentro de uma faixa restrita. Tal comportamento está ligado à prudência dos investidores frente às condições climáticas e ao avanço da colheita na América do Sul.
As irregularidades climáticas estão sendo monitoradas atentamente, especialmente nas regiões sul do Brasil e Argentina. No Rio Grande do Sul, relatos indicam períodos de seca extensos, que ultrapassam 20 a 30 dias, resultando em perdas significativas em algumas áreas. Em contrapartida, o Mato Grosso enfrenta excesso de chuvas, comprometendo a qualidade da soja, o que impacta negativamente a rentabilidade dos produtores.
Colheita avança no Brasil e exportações ganham ritmo
Até o momento, a colheita de soja no Brasil abrange cerca de 15% da área plantada. No Paraná, dados do Departamento de Economia Rural (Deral) mostram que o progresso é de 14%, com um avanço de nove pontos percentuais em comparação à semana anterior.
A estimativa para a produção paranaense é de 22,04 milhões de toneladas, superior às 21,2 milhões do ciclo anterior, evidenciando um desempenho positivo do estado nesta safra.
No âmbito das exportações, a previsão indica que o Brasil pode embarcar até 11 milhões de toneladas de soja em fevereiro, estabelecendo um novo recorde para o mês. No mesmo período em 2025, foram embarcadas 6,42 milhões de toneladas.
Entretanto, a comercialização interna ainda apresenta lentidão. A queda no valor do produto diminuiu o apetite dos produtores por fixar preços. O avanço da colheita nos próximos dias deve igualmente intensificar a pressão, especialmente com a utilização crescente da logística de armazenagem e transporte.
Nos portos, os prêmios no mercado spot permanecem firmes, variando entre 60 e 65 cents por bushel. As indicações para março vão de 25 a 40 cents, e para abril, entre 20 e 35 cents.
No mercado físico, a cotação de compra no oeste do Paraná oscila entre R$ 115,00 e R$ 118,00 por saca. Em Paranaguá, os preços variam de R$ 124,00 a R$ 127,00, dependendo do prazo de pagamento, local e período de embarque.










