
A empresa Sistemma, analisada pela Prefeitura de Porto Velho para a coleta de resíduos, enfrenta fortíssima contestação pública em diversas cidades devido a registros de paralisações e denúncias de condições inadequadas de trabalho. A situação gera preocupações em torno da continuidade dos serviços e da proteção dos trabalhadores da limpeza urbana.
As controvérsias em torno da Sistemma não são incidentes isolados. Relatos de interrupções de serviços, veículos em más condições e notificações administrativas indicam um padrão alarmante. Esses problemas frequentemente culminam na suspensão da coleta, acúmulo de resíduos e uma crescente pressão pública e política.
Em Belo Horizonte, onde a Sistemma também atuou, a empresa foi protagonista em uma greve que se estendeu por três dias, resultando em um acúmulo de até 1,6 mil toneladas de lixo nas ruas. A crise não apenas evidenciou falhas operacionais, mas também causou problemas logísticos que afetaram a saúde pública e o bem-estar da população.
Outro exemplo é Londrina, onde a coleta foi interrompida após a empresa enfrentar problemas significativos, incluindo a paralisação de cinco caminhões. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Limpeza, Izabel Aparecida de Oliveira, alertou sobre os riscos que essa situação trazia tanto para os trabalhadores quanto para a comunidade. O município vem trabalhando para garantir a segurança dos operadores, em meio a alegações de sucateamento dos veículos e falta de condições adequadas.
A cidade já enfrentou uma segunda paralisação no ano, e notificações formais foram emitidas à Sistemma, indicando uma possível sanção administrativa pela ineficiência nos serviços de coleta e varrição, evidenciando a dificuldade da empresa em cumprir suas obrigações.
Reclamações e Insatisfação da População
Em Pindamonhangaba e Ibiporã, a Sistemma também está no centro de críticas, com moradores relatando a insuficiência e irregularidade dos serviços. Em Unaí, logo após o início das operações, surgiram queixas sobre a qualidade da coleta, demonstrando um padrão de insatisfação permeando diferentes localidades.
Em Porto Velho, a questão não se limita à escolha da empresa, mas também à possibilidade de a cidade importar um histórico de problemas já observados em outras regiões. A Sistemma, associada a falhas operacionais e conflitos laborais, pode transferir uma grave situação para a cidade, impactando diretamente trabalhadores e a população.
É fundamental que as autoridades e agentes envolvidos nesse processo de contratação procedam com extrema cautela. Ignorar os sinais já observados em outras cidades pode resultar em um novo colapso urbano em Porto Velho, afetando tanto a vida dos trabalhadores quanto a das comunidades em um cenário de caos e acúmulo de lixo.
*Com informações do Rondônia Agora.











