
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, manifestou-se criticamente sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa a eliminação da escala de trabalho 6×1. Durante sua declaração em 19 de maio de 2026, o senador apontou que a partir desta proposta poderia haver um aumento significativo no desemprego, além de danos econômicos que afetariam diretamente a vida dos trabalhadores.
Flávio defende que a bancada do PL apresentará uma alternativa que contempla a remuneração por hora trabalhada, garantindo a proporcionalidade dos direitos trabalhistas. Ele ressaltou que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), criada em 1943, precisa ser atualizada para atender à modernidade do mercado e das condições de trabalho atuais. O congressista advoga que essa nova abordagem não apenas respeitaria os direitos já consagrados, como FGTS, férias e 13º salário, mas também proporcionaria maior liberdade e flexibilidade para os trabalhadores.
Crítica à PEC e seus Impactos
Em suas considerações, Flávio Bolsonaro alega que a discussão em torno da redução da jornada semanal é impulsionada por motivações eleitorais, apresentando soluções fáceis para problemas complexos. Ele adverte que, se aprovada como está, a PEC pode culminar em demissões massivas e no aumento do custo de vida.
“Vai gerar desemprego em massa, aumento no custo de vida e prejudicar mais os trabalhadores do que ajudar”, afirmou o senador, que também categorizou a CLT como um relicário de uma era anterior à internet e ao home office, clamando por uma legislação que reflita as necessidades contemporâneas.
Progresso na Tramitação Legislativa
A posição manifesta pelo PL ocorre em um momento crucial, com a Câmara dos Deputados acelerando os debates sobre a jornada de trabalho. O deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator da comissão especial, deve apresentar seu parecer em 20 de maio, com expectativa de levar a discussão ao plenário em 27 de maio. A pressão de setores empresariais por um texto mais flexível e que permita regras de transição é notável.
A proposta defendida pelo senador sugere a possibilidade de contratos baseados nas horas reais trabalhadas e garante o pagamento proporcional de benefícios, tais como 13º salário, férias e FGTS, reafirmando os direitos constitucionais dos trabalhadores.
Flexibilização e o Mercado de Trabalho
Flávio Bolsonaro, em nota oficial, considerou o debate atual não apenas inoportuno, mas também com potencial para aumentar as demissões e diminuir o poder aquisitivo da população. A nota refutou alegações de que sua proposta promoveria a precarização laboral, enfatizando que “precarização é 40 milhões de brasileiros na informalidade; é uma mãe que não consegue equilibrar emprego e filhos.”
O senador acentua que sua proposta de remuneração por hora permitirá que mais mães, especialmente aquelas que criam filhos sozinhas, ingressem no mercado formal de trabalho, sem comprometer sua responsabilidade familiar. Ele argumentou que a rigidez na jornada de trabalho tem um impacto negativo sobre as famílias e propõe uma abordagem que favorece a flexibilidade para aqueles que precisam conciliar trabalho e responsabilidades pessoais.
Além disso, Flávio afirmou que a mudança proposta traria benefícios tanto para os trabalhadores quanto para os empregadores, garantindo uma relação mais equilibrada e produtiva entre as partes. Ele finalizou destacando a importância de se realizar mudanças responsáveis e no tempo certo, visando um futuro laborativo que priorize a liberdade do trabalhador com a devida proteção de seus direitos.
As afirmações vêm à tona em um momento em que a legislação trabalhista está sendo amplamente debatida, e a pressão tanto de parlamentares quanto de empresários se torna cada vez mais acentuada.
Para mais detalhes sobre a posição de Flávio Bolsonaro e os desdobramentos da PEC, confira o artigo original publicado pelo Poder360.



