
O rio Madeira em Rondônia apresenta níveis alarmantes, acendendo o alerta na região. Nesta segunda-feira (27), a altura do manancial em Porto Velho atingiu 15,10 metros, conforme informações da Defesa Civil.
Esse valor ultrapassa a cota de alerta, fixada em 15 metros, e já causa impactos diretos em comunidades ribeirinhas, afetando a vida de moradores e a infraestrutura local.
A cheia compromete não apenas comunidades no baixo Madeira, mas também aquelas localizadas no médio e alto curso do rio. Há registros de alagamentos significativos, perda de lavouras e dificuldades de acesso a serviços essenciais.
Comunidades em Situação de Emergência
Entre as áreas afetadas estão Brasileirinha, Belmont, Itacuã, Bom Jardim, Mutuns, Terra Firme, Lago do Cuniã e Fortaleza do Abunã, além de outros aglomerados ribeirinhos. Diante da gravidade da situação, a prefeitura decretou Situação de Emergência e mobilizou órgãos municipais para oferecer assistência às famílias atingidas e monitorar as áreas de risco.
Consequências e Preocupações
Segundo a Defesa Civil, essa cheia traz sérias consequências, como a escassez de água potável, a falta de medicamentos e um aumento da vulnerabilidade social nas comunidades impactadas.
A situação é preocupante, já que o nível do rio vem subindo consistentemente nas últimas semanas. Novas comunidades podem ser acrescentadas à lista de emergência, dependendo da continuidade da cheia.
Recordações da Cheia de 2014
Esse cenário remete ao histórico de 2014, quando o rio Madeira alcançou 19,74 metros, resultando em milhares de desabrigados em Porto Velho. Atualmente, o nível do rio está a cerca de 4 metros desse recorde, um sinal de alerta que reassegura a preocupação dos moradores e autoridades locais.
Para mais detalhes sobre a situação do rio Madeira, acesse a reportagem do BNC Amazonas.
Imagem: Divulgação









