
O deputado Alfredo Gaspar (União-AL) protocolou uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) e uma representação criminal na Procuradoria Geral da República (PGR) contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). A medida foi motivada por declarações feitas por ambos, que o acusaram, sem evidências, de estuprar uma menor de idade.
Gaspar, que atuou como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, alega que se tornou vítima de calúnia e coação no processo legislativo. Segundo o deputado, tais afirmações constituem uma “cortina de fumaça” para desviar a atenção das conclusões da CPMI, que recomendou o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em suas declarações, Gaspar expressou um forte posicionamento contra as acusações. Ele afirmou: “Até bandido devia ter limite moral. Enfrentei o esgoto da política, mas vou até o final para processar, cassar e prender Lindbergh e Soraya”.
Medidas Legais e Exames de DNA
Além de acionar o STF e a PGR, Gaspar também recorreu à Polícia Federal. Ele solicitou ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a realização imediata de exames biológicos, incluindo DNA, para desmentir as alegações em torno de uma possível paternidade resultante de uma relação de violência sexual com uma ex-funcionária doméstica.
Gaspar enfatizou: “Não quero alardear minha inocência, quero celeridade. Estou à disposição para qualquer esclarecimento”. Ele defende que a resposta do Legislativo deve ser clara: ou existe um parlamentar estuprador, que merece ser cassado, ou dois criminosos que devem ser presos.
Adicionalmente, o Partido Liberal (PL), do qual Gaspar faz parte, apresentou uma representação à Corregedoria do Senado pedindo a suspensão do mandato de Soraya Thronicke e planeja protocolar no Conselho de Ética um pedido para que Lindbergh Farias tenha seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar.
Origem das Acusações
A origem do que Gaspar considera “fake news” estaria ligada a um primo homônimo, um juiz em Alagoas, que, na juventude, teve um relacionamento consensual com uma funcionária de 21 anos que trabalhava na casa de seu avô. Segundo Gaspar, a paternidade foi assumida em 2012, após um exame de DNA, quando a filha dessa relação buscou proteção como testemunha.
Gaspar argumenta que o PT e parlamentares aliados ao governo confundiram os nomes intencionalmente para atacá-lo no dia da entrega de seu relatório. As repercussões dessas acusações estão ainda em desenvolvimento e prometem intensificar a disputa política.
Fontes: Poder360



