
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), a suspensão da acareação que foi determinada no âmbito da investigação do Banco Master. A solicitação foi protocolada na noite de quarta-feira (24), logo após a decisão do ministro.
Gonet argumentou que a acareação neste estágio da investigação é “prematura” e pediu sua suspensão por tempo indefinido. O procurador-geral acredita que esse instrumento jurídico pode ser solicitado no momento em que os requisitos para sua realização forem atendidos, tornando-a proveitosa para o inquérito.
A acareação envolve Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Ailton de Aquino, diretor do Banco Central, e está agendada para ocorrer por videoconferência no penúltimo dia do ano. O principal objetivo deste procedimento é confrontar versões sobre uma suposta fraude de R$ 12,2 bilhões na tentativa de venda do Master ao Banco de Brasília.
Esse mecanismo é frequentemente adotado por juízes, a pedido de investigadores, quando se identificam contradições ou omissões em depoimentos de envolvidos em um processo. No entanto, a determinação de Toffoli foi feita antes da realização dos depoimentos dos investigados, sem que houvesse a oportunidade de identificar contradições.
Além disso, Toffoli ordenou essa audiência sem um requerimento formal da Procuradoria-Geral da República ou da Polícia Federal, o que gerou surpresa entre os investigadores, procuradores e membros do Banco Central, conforme reportado pela CNN Brasil. Fontes coletadas pela emissora indicam que essa decisão pode ser considerada precipitada e que a acareação não é uma necessidade imediata da investigação.
Outras fontes também expressam preocupações de que o confronto entre Vorcaro e Aquino poderia constranger o Banco Central, além de representar uma possível intimidação ao diretor, considerando que a autarquia teve um papel crucial ao denunciar as alegações de fraude na operação.
Com informações da CNN Brasil.











