“Eu não sei o que é que vai acontecer nas próximas semanas, porque, assim como nós nos juntamos para dizer que somos irmãos, muitos se juntam também para conspirar contra. Assim como nós nos juntamos para rezarmos juntos, outros se juntam para conspirar, para fazer formas de destilar o seu ódio”, ressaltou o sacerdote ao término da celebração, onde elencou diversas ações promovidas pela pastoral.
O padre enfatizou que “os que atacam não conhecem a história, não sabem tudo o que foi vivido” pelas pessoas assistidas. Ele citou iniciativas do Centro Santa Dulce, da Casa Santa Virgínia e da Casa Nossa Senhora das Mercês, convidando as pessoas a visitarem esses locais para conhecer o trabalho realizado. “É só ir para uma das casas”, disse.
Além disso, Padre Júlio mencionou a produção diária de pães na padaria mantida através de doações, destacando que “nada disso é custeado pelo poder público e por nenhuma outra instância. É a boa vontade de todos”.
O religioso reiterou seu apoio a grupos historicamente discriminados, incluindo moradores de rua, sem-terra, povos indígenas, a população negra, palestinos e mulheres. “Até o fim, nós estaremos com aqueles que lutam pela terra, pelos povos indígenas, pelas mulheres, pelos negros, por todos os que são discriminados, pela Palestina livre”, afirmou, ressaltando o compromisso com a luta mesmo diante das adversidades.
Apesar da restrição imposta ao padre nas redes sociais, a Rede Jornalistas Livres transmitiu a missa ao vivo pelo Instagram no mesmo dia. A Arquidiocese de São Paulo não se manifestou quando contatada pela Agência Brasil.
As informações são da Agência Brasil.










