
Mulheres se mobilizam em todo o Brasil contra o feminicídio e a violência de gênero
Neste domingo, 7 de outubro, mulheres de variadas cidades brasileiras irão ocupar as ruas para denunciar o elevado número de casos de feminicídio e manifestar-se contra todas as formas de violência que comprometem o direito das mulheres de viver com liberdade, respeito e segurança. As manifestações são organizadas por coletivos, movimentos sociais e organizações feministas, tendo como intuito romper o silêncio em torno dessa problemática e exigir justiça, além de afirmar que a sociedade não tolerará mais a impunidade.
A frase de ordem que ecoará nos protestos é clara: "Basta de feminicídio. Queremos as mulheres vivas". Este grito, que representa a indignação e a luta por direitos, é uma chamada para a mobilização de todas as mulheres e apoiadores que desejam ver mudanças significativas na sociedade.
Manifestações programadas
Diversas manifestações já estão agendadas em várias localidades do Brasil. Confira os principais horários e locais:
- São Paulo (SP): 14h, vão do MASP
- Curitiba (PR): 10h, Praça João Cândido (Largo da Ordem)
- Campo Grande (MS): 13h (horário local), Avenida Afonso Pena (em frente ao Aquário do Pantanal)
- Manaus (AM): 17h, Largo São Sebastião
- Rio de Janeiro (RJ): 12h, Posto 5 – Copacabana
- Belo Horizonte (MG): 11h, Praça Raul Soares
- Brasília (DF) e Entorno: 10h, Feira da Torre de TV
- São Luís (MA): 9h, Praça da Igreja do Carmo (Feirinha)
- Teresina (PI): 17h, Praça Pedro II
Feminicídios alarmantes motivam protestos
O surgimento de uma mobilização de âmbito nacional ocorre em resposta a uma série de feminicídios que abalaram o país. Na última sexta-feira (5), em Brasília, foi encontrado o corpo carbonizado da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos. O crime está sendo investigado como feminicídio, já que o soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, confessou ser o autor do assassinato, encontrando-se atualmente sob custódia no Batalhão da Polícia do Exército.
Ainda em novembro, um caso chocante aconteceu quando Tainara Souza Santos teve as pernas mutiladas após um atropelamento, arrastada por cerca de um quilômetro, enquanto presa sob o veículo. O motorista, Douglas Alves da Silva, foi detido por tentativa de feminicídio. Outro caso se refere a duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-RJ), que foram mortas a tiros por um colega da instituição, que se suicidou em seguida.
De acordo com o Mapa Nacional da Violência de Gênero, aproximadamente 3,7 milhões de mulheres no Brasil relataram ter vivido algum episódio de violência doméstica nos últimos 12 meses. Em 2024, foram registrados 1.459 feminicídios, o equivalente a cerca de quatro mulheres assassinadas por dia em função de gênero, frequentemente em contextos de violência doméstica.
Estatísticas preocupantes e apelos governamentais
Os dados de 2025 já indicam um cenário igualmente alarmante, com mais de 1.180 feminicídios registrados e quase 3 mil atendimentos diários pelo serviço Ligue 180, conforme informações do Ministério das Mulheres. Esses números revelam uma realidade crua e preocupante que exige ação imediata.
Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou um grande movimento nacional contra a violência de gênero. Ele enfatizou a necessidade de uma resposta efetiva dos homens para alterar a cultura de violência de gênero predominante na sociedade.
As manifestações deste domingo prometem ser um momento de intensa reflexão e mobilização, além de uma oportunidade para dar voz a milhões de mulheres que enfrentam diariamente um sistema que muitas vezes silencia suas dores e lutas. A união em torno dessa causa é fundamental para construir uma sociedade mais justa e igualitária, onde o respeito e a dignidade sejam garantidos a todas as mulheres.
É imperativo que a sociedade como um todo se una nesse movimento e trabalhe na busca de soluções concretas para erradicar a violência de gênero e garantir um futuro em que as mulheres possam viver livremente, sem medo de violência ou discriminação.
As informações são da Agência Brasil.










