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Pacientes em Rondônia enfrentam longas esperas para atendimentos médicos no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com dados de 2024, a média para conseguir uma consulta no estado é de 76 dias, superando a média nacional de 57 dias. Esta situação crítica foi apurada em informações divulgadas pelo Vilhenanoticias.
Panorama da Espera por Consultas
O levantamento considera os estados da Amazônia Legal e revela que Rondônia possui o terceiro maior tempo de espera na região, ficando atrás apenas do Amazonas, onde a média chega a 102 dias, e de Mato Grosso, com 78 dias.
Os dados também destacam uma intensa desigualdade regional. Enquanto o Amazonas apresenta três meses de espera em média, o Maranhão se destaca com apenas 17 dias de espera, cerca de seis vezes menos que o estado com maior tempo. Além disso, o Tocantins também apresenta uma média superior a 70 dias.
Fatores Estruturais
Segundo informações do Ministério da Saúde, baseadas em dados do DATASUS e do SISREG, juntamente com análises do Conselho Federal de Medicina, vários fatores contribuem para essa disparidade entre os estados. Entre os principais problemas estão:
- Grandes distâncias territoriais.
- Dificuldades na fixação de médicos no interior.
- Escassez de especialistas.
- Gargalos na regulação de consultas.
Consultas Especializadas
A situação se agrava para consultas especializadas, como cardiologia, oncologia e ortopedia, que apresentam filas superiores à média geral. Em alguns estados com menor oferta de especialistas, o tempo de espera pode dobrar em relação à média geral.
Com esses dados alarmantes, torna-se evidente que medidas estruturais são necessárias para melhorar o acesso à saúde na região. A questão da saúde no Brasil, especialmente em áreas remotas, requer atenção e ação dos órgãos competentes para garantir um atendimento mais eficiente a todos os cidadãos.










