
A Receita Federal e a Polícia Federal realizaram hoje a operação denominada Solo Sagrado, visando desarticular uma suposta organização criminosa dedicada à extração e comercialização ilegal de ouro. A ação foi deflagrada em Mato Grosso e Rondônia, com o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão e 1 mandado de prisão preventiva, acompanhados de medidas judiciais que incluem sequestro de bens e quebra de sigilos bancário e fiscal. As ordens judiciais estão sendo executadas em Pontes e Lacerda, além de localidades no estado de Rondônia.
De acordo com informações publicadas pelo site Só Notícias, as investigações da Receita Federal indicam a existência de uma estrutura organizada para a aquisição, circulação e comercialização de ouro, com evidências de que a origem do metal seja ilegal. Os investigadores identificaram movimentações financeiras que ultrapassam R$ 20 milhões entre 2022 e 2025, o que reforça a magnitude das operações realizadas pelos membros do grupo investigado.
A principal meta da operação Solo Sagrado é coletar provas que ajudem na identificação dos envolvidos, interromper os fluxos financeiros que sustentam essa atividade ilícita e recuperar os ativos relacionados à exploração ilegal de recursos minerais. O impacto esperado é que a operação contribua significativamente para o combate à extração de ouro de forma irregular, uma prática que provoca danos não apenas à economia, mas também ao meio ambiente.
Essa ação policial se destaca em um cenário em que a exploração de recursos naturais de forma ilegal tem chamado a atenção das autoridades e da sociedade, sendo refletida em discussões amplas sobre a sustentabilidade e proteção ambiental no Brasil. A operação em andamento representa um esforço conjunto para coibir esse tipo de crime e as suas consequências, reforçando a importância da atuação das forças de segurança na preservação dos recursos naturais.
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