
A Polícia Civil de Rondônia, através da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Vida de Vilhena, desencadeou a Operação Radix, que resultou na prisão de quatro suspeitos relacionados ao assassinato do cirurgião-dentista Clei Bagattini, ocorrido em julho de 2024. A operação foi realizada nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026, e envolveu o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão, emitidos pelo Poder Judiciário local.
As capturas aconteceram simultaneamente em Vilhena e na cidade de Cacoal, onde dois dos investigados foram detidos em cada município. A mobilização contou com a participação do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil de Rondônia, que auxiliou na localização dos alvos e no apoio operacional durante as diligências.
O nome “Radix”, que significa raiz em latim, simboliza a abordagem da investigação, que visa não apenas tratar os eventos visíveis, mas também entender e desmantelar a estrutura que propiciou o crime. Conforme foi divulgado, essa estratégia busca evitar que o grupo criminoso continue atuando por meio de novos executores, se apenas os executores diretos forem responsabilizados.
Os quatro indivíduos presos enfrentarão acusação por homicídio qualificado, caracterizado pelo uso de meio cruel e pela impossibilidade de defesa da vítima, conforme o artigo 121, § 2º, incisos III e IV, do Código Penal. Além disso, eles também responderão por integrarem uma organização criminosa armada e por tentarem obstruir a investigação relacionada ao crime, conforme previsto na Lei nº 12.850/2013. A soma das penas para os delitos imputados pode chegar até 42 anos de reclusão, sendo o homicídio um crime hediondo, o que implica restrições legais adicionais.
As medidas cumpridas nesta operação buscam elucidar as funções específicas desempenhadas por cada um dos investigados na concepção e execução do crime. Os detidos foram levados a uma unidade policial, onde passarão pelos trâmites legais, enquanto o material apreendido será analisado e anexado ao inquérito.
A investigação ainda está em andamento e a Polícia Civil frisou que continuará a apurar toda a cadeia de envolvimento no crime, evitando a divulgação de informações que possam prejudicar as investigações em curso.
Até o momento, a Polícia não divulgou os nomes dos envolvidos. A morte de Bagattini teve grande repercussão em Rondônia, dada a natureza chocante do crime, que envolveu um assassino supostamente contratado, o qual acabou sendo morto após troca de tiros com a polícia durante sua fuga. Também se destaca que um casal, supostamente envolvido na trama para assassinar a vítima, foi condenado em um júri popular em Vilhena.
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