
Mulher morre após agressão do marido e atendimento em UPA de São Paulo
De acordo com informações publicadas pelo UOL, uma mulher identificada como Simone faleceu após ser agredida pelo marido e liberada de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na zona leste de São Paulo. O caso gerou repercussão e a defesa do suspeito permanece em busca de posicionamento, enquanto a investigação avança.
Após receber os primeiros socorros e ser encaminhada à UPA Tito Lopes, Simone foi tratada por lesões na costela e, após receber medicação, foi liberada por volta das 20h. Durante o atendimento, ela relatou à polícia já ter sido agredida em outras ocasiões e solicitou uma medida protetiva contra o agressor, conforme informações apuradas pelo Bom Dia São Paulo, da TV Globo.
No dia seguinte, a vítima voltou a sentir dores e foi levada a um hospital municipal, onde infelizmente não resistiu aos ferimentos, segundo relato da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Apuração sobre atendimento na UPA
A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo comunicou que uma investigação interna foi iniciada para avaliar o atendimento prestado a Simone na UPA. Em nota, a pasta explicou que a Organização Social de Saúde Santa Marcelina, responsável pela unidade de saúde, também está conduzindo uma apuração institucional. O órgão expressou pesar pela morte de Simone e reafirmou seu posicionamento contra qualquer forma de violência.
Agressões frequentes e contexto de feminicídio
Familiares de Simone relataram que a mulher era frequentemente agredida pelo marido, um relato que enfatiza a gravidade do ciclo de violência. A filha da vítima afirmou em entrevista ao Brasil Urgente que o agressor “maltratava muito a minha mãe, batia nela de verdade”. Alguns familiares relataram que as agressões eram frequentemente motivadas por crises de ciúmes do marido.
Feminicídios em alta no Brasil
No Brasil, os registros de feminicídios têm alcançado números alarmantes. Em 2025, foram contabilizados cerca de 1.470 casos, o que representa uma média de quatro mulheres mortas por dia. Esses dados foram divulgados no início do ano pelo Ministério da Justiça e não consideram os registros de dezembro em Alagoas, Paraíba, Pernambuco e São Paulo.











