Motorista atropela manifestantes na Parada LGBTQ+ em Berlim e causa mortes e feridos

Conforme informações da polícia da capital alemã, o motorista perdeu o controle do veículo, colidindo com uma árvore após atingir várias pessoas. Imagens divulgadas pelo Berliner Zeitung mostram um veículo branco danificado no local do incidente. Testemunhas relataram que “uma van branca atropelou uma multidão” e indicaram que várias pessoas foram esfaqueadas logo após o atropelamento.
As investigações sobre as circunstâncias do evento estão em andamento, e as autoridades estão atrás de Abdul B., um homem de 21 anos considerado o principal suspeito. Uma imagem do indivíduo foi divulgada. As forças policiais ressaltaram que várias pessoas sofreram perfurações com armas brancas após o atropelamento e que existe a suspeita de um atentado.
As autoridades relataram que o suspeito já é conhecido pela polícia e está associado à cena islâmica de Berlim. Informações veiculadas pelo Berliner Zeitung indicam que Abdul B. tem possíveis vínculos com o grupo terrorista Estado Islâmico. Ele havia sido preso anteriormente no Aeroporto de Berlim ao voltar do Líbano, sendo acusado de estar envolvido na preparação de um ataque terrorista.
A polícia pediu à população que evite qualquer tipo de contato com o suspeito, adjetivando-o como perigoso e possivelmente armado. Contatos diretos devem ser evitados, e qualquer avistamento deve ser relatado ao número de emergência 110.
Contexto da Parada LGBTQ+
Na mesma data, milhares de pessoas participaram da marcha do Orgulho LGBTQ+, conhecida na Alemanha como Christopher Street Day (CSD), um dos eventos mais significativos do gênero na Europa. A celebração se desenrolava pacificamente, com cerca de 80 trios elétricos percorrendo as ruas da cidade.
A marcha teve seu final programado para a Rua 17 de Junho, que conecta o Tiergarten ao Portão de Brandemburgo. O incidente ocorreu enquanto a multidão se dispersava, com shows ainda em andamento. A polícia rapidamente encerrou o evento e evacuou os participantes, substituindo os telões por avisos de emergência. Mais de 2 mil agentes de segurança foram mobilizados para o local.
O prefeito de Berlim, Kai Wegner, condenou o ataque como uma afronta à liberdade da sociedade. Ele descreveu a parada, que é uma celebração da diversidade e tolerância, como a alvo de um ataque brutal, afirmando que “a liberdade de Berlim foi atacada de maneira terrível”.
O chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, também se manifestou, descrevendo o ato como horrível e prometendo que a situação seria completamente investigada.
Histórico de Incidentes Semelhantes
A Alemanha tem enfrentado uma série de ataques em eventos públicos semelhantes, como conceituadas feiras de Natal e celebrações em áreas de grande circulação, destacando incidentes em Munique, Magdeburg, Trier e Berlim ao longo dos últimos anos, que resultaram em mortes e feridos graves.
Esses eventos tinham se tornado alvos frequentes de debates durante as campanhas eleitorais. Medidas de segurança foram intensificadas, especialmente após o regresso de festivais e feiras, com a implementação de barreiras para proteger a vida dos cidadãos.
Esta matéria está em atualização.
gq/fcl (AFP, DPA, DW, ots)














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