
Na manhã desta quarta-feira, 2 de julho, Mariana Marins esteve no Instituto Médico Legal (IML) do Centro do Rio, acompanhando a liberação do corpo de sua irmã, Juliana Marins. A jovem, publicitária de 28 anos, faleceu após uma queda durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia. Em uma curta declaração à imprensa, Mariana expressou gratidão pelo apoio recebido e fez um apelo emocional para que a memória de Juliana não seja esquecida.
A cerimônia de despedida está agendada para a próxima sexta-feira, 4, às 10h, no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói, onde a família reside. Após o velório, o corpo será cremado, um ato simbólico que visa proporcionar um encerramento sob circunstâncias trágicas.
Mariana mencionou a realização de uma nova autópsia no Brasil, destacando a importância do laudo que deve ser concluído em até sete dias. Ela agradeceu as autoridades brasileiras, como o IML e a Polícia Federal, pelo suporte que possibilitou a rápida repatriação e os exames necessários. A expectativa da família é que a nova perícia esclareça detalhes cruciais, como a data e horário exato da morte, além de investigar uma possível omissão de socorro por parte das autoridades indonésias.
A primeira autópsia realizada na Indonésia, cinco dias após a morte, indicou que Juliana sofreu traumas significativos, com fraturas e hemorragia intensa, sugerindo que ela teria falecido cerca de 20 minutos após a queda. Apesar do laudo inicial, Mariana afirmou que ainda há incertezas e acredita na possibilidade de negligência durante o resgate da irmã. “Quando a pessoa fica desaparecida é muito ruim. Fica uma expectativa constante. Então é bom saber que Juliana está aqui para que a gente consiga dar esse adeus digno a ela”, destacou.
Em um momento de reflexão, Mariana enfatizou a importância de não esquecer Juliana, fortalecendo o apelo à solidariedade em momentos de dor. A vinda do corpo ao Brasil ocorreu na terça-feira, 1º de julho, quando foi trazido de volta pelo Exército Brasileiro após ser desembarcado no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

O caso de Juliana Marins, que deixou amigos, familiares e a comunidade abalada, ressalta não apenas a necessidade de mais segurança em trilhas e aventuras, mas também a importância de um adequado suporte humanitário em situações de emergência no exterior.



