Ministério Público de Rondônia promove ações para fortalecer a autonomia e a participação feminina no mercado de trabalho

Na manhã desta quinta-feira (12/2), o Ministério Público de Rondônia (MPRO) realizou uma reunião institucional voltada à construção de caminhos para fortalecer a autonomia das mulheres por meio da ampliação de oportunidades de empregabilidade e empreendedorismo. Participaram do encontro representantes do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura de Rondônia (CMEC), da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL) e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), além de membros do Ministério Público.
A reunião foi conduzida pela Coordenadora do Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit), Promotora de Justiça Tânia Garcia, que ressaltou a necessidade de tratar a empregabilidade e o empreendedorismo feminino como instrumentos estratégicos de emancipação econômica e de fortalecimento da autonomia da mulher, especialmente em cenários marcados por violência doméstica ou vulnerabilidade social.
Na ocasião, destacou-se a importância de estimular a reflexão junto às empresas, associações e instituições que compõem a rede de apoio acerca do papel de cada participante na formulação de soluções eficazes e na implementação de estratégias capazes de reduzir as barreiras enfrentadas pelas mulheres no acesso e na permanência no mercado de trabalho.
A presidente da CDL, Joana das Neves, relatou obstáculos observados na entrada e na consolidação da presença feminina no setor comercial, apontando fatores como a ausência de uma rede de apoio, a baixa percepção de pertencimento ao ambiente empresarial, a sobrecarga decorrente da responsabilidade exclusiva pelas atividades domésticas e, ainda, situações de violência ou cerceamento de liberdade por parte de companheiros — elementos que impactam diretamente a autonomia econômica das mulheres.
A presidente da ABRASEL, Nádia Ogliari, compartilhou experiências vivenciadas no âmbito do comércio alimentício, destacando que suas empresas têm investido na capacitação de equipes para prevenção e enfrentamento de possíveis situações de assédio à figura da mulher, bem como na realização de treinamentos e palestras periódicas voltadas ao fortalecimento da presença feminina no ambiente de trabalho.
No que se refere ao CMEC, foi enfatizado pela representante Franciane Alves que, além da necessidade de capacitações mais amplas e inclusivas, persistem obstáculos de natureza estrutural, social e psicológica historicamente impostos às mulheres. Ressaltou-se a relevância de um trabalho contínuo de transformação cultural, fortalecimento da autoestima e promoção do sentimento de pertencimento, como pressupostos essenciais para a qualificação e ampliação da participação feminina no mercado de trabalho.
Considerando a proximidade do mês de março, período dedicado às ações alusivas ao Dia Internacional da Mulher, a promotora de justiça informou que o MPRO promoverá atividades voltadas ao protagonismo feminino. Entre as iniciativas previstas, destaca-se a realização de evento com mesa expositiva, reunindo participantes estratégicos que possuem conhecimento e experiência na temática, onde terão espaço para apresentar os principais desafios identificados em suas áreas de atuação, bem como propor soluções destinadas à ampliação do acesso das mulheres a capacitações, cursos e oportunidades de inserção no mercado de trabalho.
Como proposta formativa decorrente das parcerias estabelecidas, sugeriu-se a realização de oficina voltada à sensibilização e capacitação para a prevenção e enfrentamento de situações de assédio e violência contra a mulher no ambiente empreendedor e empresarial, reforçando o compromisso institucional com a construção de ambientes laborais seguros e respeitosos.
No final, a promotora de justiça reiterou a importância de consolidar parcerias estratégicas que transcendam o âmbito profissional, constituindo uma verdadeira rede colaborativa em prol da promoção e defesa dos direitos das mulheres. Destacou, ainda, que cabe ao Estado não apenas apurar e enfrentar violações graves de direitos humanos, mas também fomentar políticas públicas eficazes, aprimorar fluxos de trabalho e fortalecer articulações interinstitucionais capazes de gerar impactos sociais positivos e duradouros.
Fonte: Gerência de Comunicação Integrada (GCI)











