
Os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago registraram queda nesta segunda-feira, com os preços do vencimento em março cotados a US$ 4,26 por bushel, uma redução de cerca de 2 cents em relação ao fechamento anterior. Na última sexta-feira, o mercado já havia apresentado novas perdas. Ao longo da semana passada, a desvalorização acumulada foi de 0,5%, refletindo um mês de janeiro em que os preços caíram cerca de 3,5% devido à cautela dos investidores.
Na B3, o contrato de milho para março manteve-se estável, sendo negociado a R$ 69,15, enquanto o vencimento em maio fechou a R$ 68,85, com leve alta. No cenário internacional, a queda acentuada do petróleo contribui para a desvalorização do milho, que também é influenciado por perdas no setor de metais preciosos, como o ouro e a prata. Na Argentina, as chuvas recentes trouxeram alívio às lavouras, mas não foram suficientes para compensar o déficit hídrico ocasionado por um longo período de estiagem. A Granoeste indica que esses fatores continuam pressionando os preços no curto prazo.
Preocupações climáticas afetam a safra brasileira
O clima no Brasil gerou nova preocupação, com previsões de um fevereiro mais seco, afetando a qualidade das lavouras de milho, tanto da safra verão tardia quanto da safrinha, que avança no plantio. Conforme os dados da Safras Mercado, a colheita do milho verão atingiu 11,4% da área plantada no país, índice inferior aos 16,2% registrados no mesmo período do ano passado e abaixo da média histórica de 17,1%.
No Mato Grosso, o IMEA reportou que o plantio da safrinha alcançou 15,5% da área até o final de janeiro, superando os 6,2% do ano anterior e apresentando avanço em relação à semana anterior. No mercado físico, a escassez da oferta limitou as transações, com compradores no oeste do Paraná indicando preços entre R$ 60,00 e R$ 63,00, enquanto em Paranaguá, o milho safrinha foi negociado por cerca de R$ 65,00, variando conforme o prazo de pagamento e características do lote.
O câmbio permanece estável, com o dólar cotado a aproximadamente R$ 5,24, em consonância com o fechamento da sessão anterior.










