
28/02/2026 17:11:00
Pavimentação da BR-174 é prioridade histórica para Mato Grosso e Rondônia
Durante uma vistoria nas obras do novo Hospital Regional de Juína, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, tratou da situação da BR-174, essencial para conectar o Noroeste mato-grossense ao Cone Sul de Rondônia, via Vilhena. A pavimentação do trecho de 240 quilômetros é uma demanda antiga dos habitantes e produtores locais, que enfrentam desafios críticos de transporte, especialmente em períodos de chuva.
Em entrevista a uma rádio regional, Mendes foi questionado sobre a possibilidade de o Estado assumir a administração da rodovia, como ocorreu com o trecho entre Castanheira e Juruena, que atualmente é a MT-170 e está em fase final de asfaltamento. “Perguntei ao ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, se havia orçamento para as obras. Se não houver, vamos estadualizar e o Governo de Mato Grosso se encarregará disso”, afirmou Mendes, lembrando-se da reação surpresa do ministro.
O governador também destacou os desafios logísticos e burocráticos que dificultam o andamento das obras na BR-174. O traçado da rodovia passa por uma reserva indígena, o que limita a autonomia do Estado, já que o licenciamento ambiental é de competência do Governo Federal. Essa questão se configura como um dos principais entraves para a pavimentação.
Futuro Incerto da Infraestrutura
Ao avaliar o futuro das obras, Mendes relacionou a continuidade dos grandes projetos de infraestrutura ao perfil das próximas administrações estaduais. Ele expressou que a manutenção da saúde fiscal e a responsabilidade administrativa são vitais para o avanço dos investimentos. “O sucesso depende do próximo governador e de sua seriedade e competência”, advertiu.
O governador alertou que a falta de uma gestão financeira rigorosa pode comprometer a estabilidade econômica alcançada pelo governo mato-grossense, colocando em risco programas de longo prazo, incluindo a interligação definitiva com Vilhena.
Para mais detalhes, confira a entrevista completa em vídeo abaixo:
Fonte: Folha do Sul
Autor: Da Redação







