
Decisão judicial traz implicações para investigação em cursoPorto Velho, RO – Na última segunda-feira, a Justiça de Rondônia revogou as prisões preventivas de Rogério Gago da Silva, popularmente conhecido como “Tigrão”, e Reginaldo Correia de Lima, apelidado de “Negão do Redano”. Ambos foram detidos durante a Operação Reduto, realizada pela Polícia Federal (PF) com o auxílio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO).
A decisão resulta da análise do caso e não implica na conclusão das investigações.
A revogação das prisões acontece em meio ao progresso das investigações, que continuam tramitando na Justiça. Rogério Gago, ex-secretário-geral da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), foi preso em sua residência em Porto Velho por sua suposta influência na estrutura administrativa da Casa. Na ocasião de sua detenção, ele era considerado um dos principais auxiliares do presidente da Ale, deputado Alex Redano (Republicanos).
Além de Gago, Reginaldo Correia de Lima também se encontra entre os investigados e foi libertado pela mesma decisão judicial.
Investigação sobre suposto esquema de corrupção
A Operação Reduto visa apurar atividades de uma possível organização criminosa envolvida em crimes contra a administração pública. As investigações incluem alegações de:
fraude em licitações; peculato; lavagem de dinheiro; associação criminosa.
Uma das vertentes da investigação foca no desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores comissionados da ALE-RO, uma prática normalmente referida na mídia como “rachadinha”.
As apurações tiveram início em 2024, baseadas em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), que identificaram movimentações financeiras suspeitas.
Ações da PF incluem bloqueios e afastamentos
Durante a fase de execução da Operação Reduto, a PF cumpriu 19 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão preventiva. A operação também resultou no afastamento de 11 servidores públicos e no bloqueio de bens e ativos financeiros, que podem totalizar até R$ 9 milhões, com a intenção de preservar provas e aprofundar a investigação.
Assembleia Legislativa se manifesta
Na data em que a operação foi realizada, a equipe de comunicação da Assembleia Legislativa, através do secretário Mateus Andrade, declarou que ainda não tinha informações sobre a prisão de Gago e que uma posição oficial seria divulgada posteriormente.
Continuidade das investigações
A decisão de revogar as prisões preventivas de Gago e Lima não significa o encerramento das investigações da Operação Reduto, que continuam sob a supervisão da PF, CGU e MPRO.
O andamento do processo judicial será conduzido assegurando aos envolvidos o direito ao contraditório e à ampla defesa.
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