
A Justiça de Rondônia, por meio da 4ª Vara Criminal de Porto Velho, impôs penas a sete indivíduos ligados a uma organização criminosa investigada na Operação Red Ignis. As sentenças variam entre 5 anos e 4 meses a 8 anos, 3 meses e 16 dias, dependendo da participação de cada réu nos crimes.
Essa ação é fruto de uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), em parceria com a Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (Fticco/RO). De acordo com o MPRO, a investigação revelou uma estrutura criminosa que orquestrou diversos ataques à segurança pública e ao patrimônio de municípios rondonienses.
A Operação Red Ignis foi apoiada por diversas unidades das Polícias Civil e Militar, como o Bope e batalhões de fronteira. Essa investigação focou nos ataques coordenados que ocorreram em janeiro de 2025, incluindo incêndios a ônibus, destruição de bens públicos e ameaças a autoridades.
Durante o processo, ficou comprovado que os membros da facção utilizavam aplicativos de mensagens para comunicar-se e coordenar ações. O Juízo reconheceu a culpabilidade dos réus pelo crime de associação a organização criminosa, aplicando as penalidades conforme a legislação vigente, especificamente a Lei nº 12.850/2013.
As sentenças estipularam regimes de prisão fechada e semiaberta, conforme o histórico individual de cada réu. A decisão também garantiu a manutenção da prisão dos condenados já custodiados, negando o direito de recorrer em liberdade em determinados casos.
Os fundamentos da sentença destacam que as evidências obtidas, que incluem relatórios técnicos e declarações de testemunhas, confirmaram a participação dos réus na estrutura criminal investigada e sua ligação com os ataques ocorridos.
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