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Juiz demitido em Rondônia afirma ser vítima de racismo em processo polêmico

Robson José dos Santos – Foto: Divulgação
A demissão do juiz substituto Robson José dos Santos, do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), trouxe novos desdobramentos, conforme informações publicadas pelo Metrópoles. O magistrado alega que foi alvo de racismo no processo que resultou na sua destituição, apresentado durante sua defesa em vídeos.

### Racismo e Acusações

Durante sua manifestação, Robson afirmou que não foi apenas seu desempenho que foi julgado, mas sim sua condição racial, ressaltando: “O que está sendo avaliado aqui não é o magistrado, é um homem negro.” Em sua defesa, ele destacou a quantidade de 16 acusações contrárias a sua trajetória de 30 anos no serviço público sem registros anteriores de problemas. “Quando cheguei em Rondônia, me transformei no pior criminoso da história deste país”, disse o ex-juiz.

### Criticas ao Processo

O ex-magistrado manifestou insatisfação com o conteúdo das acusações, afirmando que as versões sobre sua conduta eram contraditórias. “Em cada lugar criam uma versão de mim. Não sei nem como me defender”, desabafou.

### Trajetória Profissional

Antes de assumir a magistratura, Robson José dos Santos teve uma carreira como guarda municipal, bombeiro militar, policial civil e assessor no Tribunal de Justiça de Pernambuco, onde alegou não ter enfrentado sanções. Essa trajetória mudou após sua transferência para Rondônia.

### Motivos da Demissão

O TJRO justifica a demissão de Robson, indicando que não se baseou em um único incidente, mas em um conjunto de condutas que incluem relatos de tratamento inadequado a colegas e comportamentos considerados desrespeitosos. Entre os pontos mencionados, constam também ações que envolviam solicitações impróprias durante audiências.

Além disso, as infrações a comportamentos fora do ambiente judicial foram citadas, como a interação imprópria com detentos, incluindo empréstimo de celular a um preso. O tribunal ressaltou que, por Robson estar em estágio probatório, decidiu pela sua não vitaliciação e demissão, enfatizando que todo o processo foi conduzido com garantia de ampla defesa e contraditório.

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