
No período de estágio probatório, no qual a atuação do juiz é rigorosamente avaliada, o TJRO considerou não apenas sua performance técnica, mas também sua conduta ética e profissional. Segundo informações publicadas pelo AC24Horas, a análise concluiu pela inaptidão de Robson para o exercício de suas atribuições, confirmando o padrão de comportamento que não se alinha aos princípios da magistratura.
A trajetória de Robson, que começou sua vida vendendo pipoca e picolé na periferia do Recife e superou inúmeras dificuldades até ser aprovado como juiz em Rondônia, foi interrompida por uma série de episódios controversos. Destaque para um comentário depreciativo durante um café da manhã com servidores e decisões que desconsideravam normas básicas do Judiciário.
As investigações ainda revelaram condutas mais sérias, como a suposta autorização dada pelo juiz a um detento para utilizar seu celular e realizar ligações externas. Além disso, Robson foi acusado de tecer críticas a decisões dos colegas diretamente a presos e de realizar interferências inadequadas na administração de estabelecimentos prisionais.
Outras irregularidades foram citadas, incluindo a solicitação de diárias sem justificativa adequada e o descumprimento de carga horária. Para o TJRO, essas ações demonstram um padrão recorrente de conduta incompatível com a função de juiz, e não meros episódios isolados. O tribunal enfatizou que todo o processo seguiu as garantias legais, respeitando o direito à ampla defesa.
Com informações do AC24Horas.










