
Um grupo indígena da etnia Enawenê-nawê, localizado no noroeste de Mato Grosso, está ganhando destaque nas redes sociais. Os membros dessa comunidade, que vivem próximos à divisa com Rondônia, compartilham em suas plataformas uma rotina que foge do tradicionalismo, identificando-se como influencers digitais e promovendo, inclusive, plataformas de apostas online.
Entre os principais representantes desse grupo está Holi Max, que reside em Vilhena e frequentemente visita o território mato-grossense. Com uma base sólida de fãs, Holi conta com mais de 760 mil seguidores em suas redes sociais, sendo 528 mil no Instagram e 198,8 mil no TikTok. Sua presença marcante e seus conteúdos atraem um público considerável.
Os vídeos divulgados por Holi retratam sua vida na aldeia, onde são comuns caminhonetes Hilux e smartphones de última geração. Ele aparece usando camisetas da Seleção Brasileira e promovendo festas animadas à beira do rio, com som alto e músicas populares.
Além de seu estilo de vida, Holi é ativo na divulgação de plataformas de apostas online, incluindo o “Tigrinho”. Essa multifacetada atuação reflete uma nova dinâmica entre os povos indígenas e a era digital.
Origem dos Enawenê-nawê
De acordo com informações do Instituto Socioambiental Povos Indígenas no Brasil, a etnia Enawenê-nawê se concentra em uma grande aldeia próxima ao rio Iquê, um afluente do Juruena. Eles habitam uma área que faz a transição entre o Cerrado e a Floresta Amazônica, abrangendo os municípios de Juína, Vilhena, Comodoro e Sapezal. A língua falada por eles pertence à família Aruák, relacionada à dos Paresí. Até a década de 1980, eram conhecidos pelo nome “Salumã”.
Solidariedade e engajamento
No ano anterior, Holi, cujo nome verdadeiro é Holikalari, foi destaque em uma reportagem da Folha do Sul Online, quando utilizou sua influência para solicitar apoio na recuperação da energia elétrica em sua aldeia, um problema que colocava em risco a realização de um festival tradicional da comunidade. Essa ação reforça seu papel como uma figura importante não apenas na esfera digital, mas também nas necessidades locais.
As informações são do Folha do Sul.









