
PORTO VELHO, RO – Durante uma entrevista ao programa “A Voz do Povo”, o ex-prefeito de Porto Velho e pré-candidato ao Governo de Rondônia, Hildon Chaves, fez uma analogia que gerou repercussão ao afirmar que o ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, seria uma onça “bem pequenininha” no cenário eleitoral de 2026. A declaração, feita em 7 de julho, ilustrou sua preocupação em superar adversários na corrida ao governo estadual.
Hildon utilizou a metáfora de dois homens tentando escapar de uma onça, destacando a necessidade de correr mais que Fúria. “Marcos Rogério hoje está no segundo turno e eu tenho que correr mais que o Fúria”, comentou. Ao ser questionado sobre a comparação, ele reiterou que sua perspectiva sobre Fúria era de que a “onça” era mínima. O jornalista Arimar Souza de Sá, que conduziu a entrevista, chegou a se referir ao ex-prefeito de Cacoal como uma “oncinha”, a que Hildon concordou.
Ao final da entrevista, Hildon enfatizou que sua fala era uma metáfora, mas também se refere às dificuldades que Fúria estaria enfrentando, mencionando uma série de problemas administrativos associados à sua gestão em Cacoal. “Infelizmente, o candidato Fúria está enfrentando muitos problemas”, afirmou.
As críticas foram direcionadas, em grande parte, à administração do ex-prefeito de Cacoal. Hildon ressaltou que completou seus dois mandatos e se identificou como alguém que não faz da política sua carreira, diferentemente de Fúria, que ele considerou um político de longa data. “Não vejo problema nisso, mas eu só participei de três eleições”, disse.
Hildon criticou ainda os problemas financeiros que Cacoal estaria enfrentando, atribuindo esses desafios à administração de Fúria. “Ele hoje está todo enrolado no Tribunal de Contas, o município de Cacoal está quebrado… Como cidadão, não votaria em alguém que quebrou uma prefeitura”, argumentou, deixou claro que seria cauteloso ao considerar um voto em Fúria, pese a relação de amizade que mantêm.
Além disso, Hildon comparou a situação financeira de Cacoal à sua gestão em Porto Velho, afirmando que não houve falta de recursos durante seu mandato. “Nunca faltou dinheiro na minha gestão aqui em Porto Velho. Isso é diferente do que está acontecendo em Cacoal”, declarou, criticando também a renúncia de Fúria para se candidatar ao governo.
O ex-prefeito de Porto Velho também se referiu a instâncias do Tribunal de Contas relacionadas a Fúria, citando “supostas pedaladas fiscais” e chamando atenção para as críticas iniciadas logo após a posse do novo prefeito de Cacoal. “Isso é inaceitável e ele quer ser pré-candidato a governador”, disse Hildon.
Marcos Rogério, outro possível candidato ao governo, também foi mencionado. Hildon o elogiou como um bom senador, mas questionou sua experiência em gestão administrativa.
As críticas de Hildon se estenderam ao governo estadual atual, mencionando que durante suas visitas a 30 municípios, ouviu reclamações sobre o funcionamento do governo em várias áreas, como agricultura e infraestrutura. “Há uma reclamação generalizada do não funcionamento adequado do Governo do Estado de Rondônia”, afirmou.
Ele também ressaltou que o próximo governador enfrentará desafios financeiros significativos, alertando que os dois primeiros anos da nova administração poderão ser complicados devido à situação econômica do estado. “O próximo ano será um ano desafiador”, previu Hildon, enfatizando a importância da escolha do próximo governante.
Em um ponto crítico sobre o Hospital João Paulo II, Hildon disse que o modelo de contratação proposto não foi apropriado e destacou que ele havia alertado o governador sobre os riscos associados ao consórcio proponente. Ele se comprometeu a entregar uma nova unidade hospitalar se for eleito, citando sua experiência na construção de uma nova rodoviária em Porto Velho como exemplo de sua capacidade administrativa.
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