
O governador de Sinaloa, Rubén Rocha, solicitou ao Congresso local uma licença para se afastar temporariamente do cargo, enquanto a Procuradoria Geral da República (FGR) do México investiga acusações de tráfico de drogas e crimes relacionados a armas, conforme reportado pela CNN Brasil. As acusações foram levantadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que também menciona outras nove pessoas envolvidas no suposto crime.
Acusações e Resposta do Governador
Em uma mensagem de vídeo divulgada, Rocha rejeitou firmemente as alegações feitas pelo governo americano, afirmando que sua decisão de se afastar busca “facilitar as ações das autoridades” durante a investigação. Ele enfatizou sua “consciência tranquila”, sustentando que “uma vida inteira de trabalho respalda minhas palavras”.
A FGR informou que, após analisar o pedido de prisão preventiva enviado pelos Estados Unidos, não encontrou provas suficientes para avançar com o processo contra Rocha e os demais alvos. A procuradoria também se comprometeu a solicitar mais evidências às autoridades americanas para reavaliar o caso.
Práticas Políticas e Consequências
Conforme a Constituição local, o pedido de licença de Rocha precisa ser aprovado pelo Congresso estadual. O governador manifestou que não permitirá que as acusações sejam utilizadas para prejudicar o movimento político de seu partido, o Morena, que é associado à “quarta transformação” do México.
As denúncias contra Rocha foram divulgadas na quarta-feira, com o Departamento de Justiça americano alegando que ele, junto com outros novos e antigos funcionários, operava em coluio com o Cartel de Sinaloa. Todos os acusados, incluindo Rocha, negaram as alegações.
Contexto Político no México
Rocha assumiu o governo em 2021, após vencer as eleições pelo Morena, partido que também apoia a presidente do México, Claudia Sheinbaum. Em coletiva de imprensa, Sheinbaum declarou que seu governo não protegerá anyone envolvido em atividades criminosas. Ela destacou que a decisão sobre a continuidade das investigações cabe à FGR, mas expressou preocupação com a possibilidade de intervenções dos Estados Unidos em assuntos internos do país.
Essas alegações de interferência surgem em um contexto em que o governo dos Estados Unidos tem pressionado o México a adotar medidas mais contundentes contra o crime organizado, especialmente desde a presidência de Donald Trump, que retomou o cargo em 2025.











